Nesta quinta-feira (1º), no Hangar Convenções & Feiras da Amazônia, em Belém, recebe a primeira edição do Bioeconomy Amazon Summit (BAS), evento que promove o debate acerca do papel da inovação e do empreendedorismo da Amazônia na agenda global de mudanças climáticas.
Promovido pelo Pacto Global da ONU – Rede Brasil e pela gestora de venture capital KPTL, o BAS terá uma extensa programação de debates, workshops e rodas de conversas, com a presença de representantes de organizações, investidores e sociedade civil, cuja estimativa de público é de cerca de 600 lideranças dos setores públicos e privados.
O evento também contará com salas temáticas para a realização de workshops e discussões de temas mais específicos, com a produção de conteúdos pelos participantes.
Haverá também uma “Arena Empreendedora”, uma área exclusiva para a promoção do empreendedorismo, preferencialmente da Amazônia, com potencial de impacto na mitigação dos efeitos das mudanças do clima. Na Arena, haverá um palco para apresentações e estandes para a exposição das startups.
Apoio para empreendedorismo de impacto socioambiental
Criadores do Zunne, programa de investimentos de impacto para negócios sociais voltado para mulheres negras e indígenas que empreendem com impacto positivo nas regiões Norte e Nordeste, participarão do painel “Investimentos para negócios de impacto”, nesta quinta (1º), às 15h20.
Na ocasião, serão apresentadas as modalidades de investimentos, os resultados e o funcionamento do programa, as formas de apoio aos negócios sociais – para além dos aportes financeiros – e ainda os retornos para quem decide investir gerando impacto, sobretudo nessas regiões.
O Zunne é uma realização da TRÊ Investindo com Causa, da Yunus Negócios Sociais e da Somos Um – organizações de apoio aos negócios de impacto socioambiental positivo, em parceria com o Instituto Beja e com apoio da Fundação Tide Setubal e da Be The Earth.
Investimento
Neste ano, o programa lançou a sua 2ª edição, em que pretende mobilizar R$ 10 milhões para aumentar o apoio a negócios de impacto socioambiental positivos comandados por lideranças femininas, negras e indígenas.
O objetivo é mudar a rota do investimento social privado no país, que atualmente gira em torno do Sudeste, e trazê-lo para as regiões com menor índice de desenvolvimento humano do Brasil. Além disso, o Zunne também visa tornar mais acessíveis os recursos a grupos menos abraçados por essas oportunidades.
Aos negócios selecionados, o Zunne oferecerá, além do apoio financeiro, capacitação com especialistas nas áreas jurídica, financeira, de marketing digital e vendas, gestão de negócios e outras; auxílio e orientação na obtenção de acesso a capital em diferentes formatos, conexões com redes de potenciais clientes e parceiros e coleta de dados financeiros e de impacto para mensuração do impacto alcançado.
A expectativa é que o programa alcance 30 negócios sociais neste ano. Na primeira edição, realizada em 2023, o Zunne investiu R$ 4,7 milhões em 13 negócios selecionados. Destes, 77% foram liderados por mulheres, 15% por pessoas pretas e 7% por pessoas indígenas. Quanto à distribuição geográfica, 77% estavam localizados na região Nordeste. Os recursos do programa foram provenientes de 197 investidores de diversos estados do Brasil.
Saiba mais:
ONU eleva projeção para crescimento global de 2024, a 2,7%, e do Brasil, a 2,1%
8 em cada 10 brasileiros são contra PEC do Quinquênio, que prevê bônus ao Judiciário, diz Quaest
Governo do AM amplia parceria com ONU para coibir xenofobia e tráfico de pessoas