quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Estatístico das pesquisas suspensas já é investigado pelo Ministério Público

Augusto Rocha é investigado por suspeita de manipular levantamentos em diferentes campanhas nos últimos anos e prática de "estelionato eleitoral". Sua defesa nega acusações.
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Essas três empresas apresentaram o mesmo disco com nomes e fotos de seis candidatos ao Senado aos eleitores entrevistados para as pesquisas, mas omitiram o nome e a foto do senador Omar Aziz (Foto: Reprodução)

Augusto da Silva Rocha, estatístico responsável pelas pesquisas das empresas AR7 Pesquisa de Opinião e Consultoria Estatística; LOTTS V (C. L. Monteiro) e pelo Instituto Phoenix & Associados ( J J Coelho) que tiveram o resultado de suas pesquisas suspensas nesta quinta-feira (22) está sendo investigado pelo Ministério Público Federal (MPF).

O estatístico, considerado recordista na supervisão de sondagens eleitorais nas duas últimas eleições, é investigado por “estelionato eleitoral” e acusado de manipular pesquisas em vários municípios espalhados pelo país.

Tem processos na Justiça, no Ministério Público Eleitoral e no Conselho Federal de Estatística.  

Além de estatístico responsável, Augusto é proprietário da empresa AR7 Pesquisa, que também foi proibida de divulgar o resultado de pesquisas realizadas nos municípios de Lages e Balneário Gaivota, no estado de Santa Catarina na eleição passada.

Supervisão de 937 pesquisas

Segundo levantamento publicado pelo jornal O Globo em outubro de 2020, Augusto Rocha já havia coordenado 937 pesquisas eleitorais, a maioria financiada pelos próprios institutos, o que vem levantando suspeitas sobre a origem do dinheiro usado para bancar as mostras. 

Segundo matéria publicada no Portal Terra, em setembro deste ano, Rocha seria recordista na supervisão de sondagens eleitorais nas duas últimas eleições, e voltou a ser alvo do Ministério Público Federal (MPF) em 2022 por suspeita de fraudes em pesquisas de intenção de voto.

Rocha é investigado por suspeita de manipular levantamentos em diferentes campanhas nos últimos anos. Ele teria sido o profissional que liderou o maior número de levantamentos financiados pelos próprios institutos desde 2018.

O RealTime1 tentou entrar em contato com as empresas citadas na matéria, mas não obteve retorno. Tão logo seja dado um posicionamento, a matéria será atualizada.

Defesa do estatístico nega manipulação

Somente em 2022, tem sob sua responsabilidade 62 trabalhos com essa modalidade de financiamento.

Só no Mato Grosso do Sul ele teria supervisionado pelo menos 53 pesquisas, todas financiadas pelo Instituto Ranking Brasil, com recursos próprios da empresa, ao custo total de R$ 452 mil.  

Em função das denúncias e investigações, o Conselho Federal de Estatística abriu um procedimento interno em outubro de 2020 para investigar a responsabilidade do profissional.

O MPF vem investigando fraudes em pesquisas autofinanciadas, e que representariam quase 2/3 das registradas no Tribunal Regional Eleitoral (TSE).

A defesa do estatístico nega que ele tenha cometido irregularidades. 

Texto: Larissa Cavalcante

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