Em comunicado nas redes sociais, o governador Wilson Lima (União Brasil) afirmou que vai manter o projeto de escolas cívico-militares no Amazonas. Cerca de quatro mil alunos estudam em unidades de ensino dessa modalidade nas redes públicas estadual e na rede municipal de Manaus.
A decisão do Ministério da Educação de encerrar o programa Nacional das Escolas Cívico-Militares (Pecim) pegou alunos, pais e professores de surpresa em todo o país. Wilson se junta a outros governadores que resolveram manter o projeto
“Quero tranquilizar pais, alunos e professores que fazem parte das escolas cívico-militares: Indpendente da decisão do Governo Federal, no Amazonas esse modelo exitoso vai continuar“, escreveu Wilson Lima.
Depois do informe do MEC, governadores de outros quatro estados já se manifestaram dizendo que vão manter, com a estrutura dos executivos estaduais, o programa de escolas cívico-militares. Além de Wilson, o bloco reúne os governadores de São Paulo, Tarcísio de Freitas; de Minas Gerais, Romeu Zema; do Rio de Janeiro, Cláudio Castro; e do Paraná, Ratinho Junior.
A Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar (Seduc) informou que possui seis escolas cívico-militares mantidas em parceria com o governo federal. “Quanto ao andamento do modelo, o órgão ainda aguarda orientações para tomar as medidas cabíveis“, diz uma nota da Seduc.
Com o fim do Pecim, os Estados podem assumir sozinhos a gestão das escolas, hoje compartilhadas com militares das Forças Armadas.
As unidades escolares mantidas com recursos do programa no Amazonas são:
1- EE Nelson Alves Ferreira – Bairro Betânia (Manaus);
2- EE Fueth Paulo Mourão – Bairro São Jorge (Manaus);
3- EE Reinaldo Thompson – Bairro Coroado (Manaus);
4- EE Homero de Miranda Leão – Bairro Cidade Nova (Manaus);
5- EE Tereza Tupinambá – Bairro Cidade Nova (Manaus);
6- EE Conceição Xavier – Centro (Tabatinga);
7 – EM Gilberto Rodrigues dos Santos – bairro Lago Azul (Manaus).
Histórico das Escolas Cívico-Militar
O Pecim foi criado em 2020 pelo governo do presidente Jair Bolsonaro (2019-2022) e visava militarizar as escolas para atingir bons resultados a partir de uma disciplina mais rígida aplicada aos alunos. Pelo modelo, a direção e os professores são fornecidos pela rede local e a gestão administrativa era feita por militares das Forças Armadas.
Com essa característica, uma diretora de escola cívico-militar informou que será fácil para o Governo do Amazonas assumir plenamente a gestão, pois já faz algo parecido nas escolas estaduais mantidas pela Polícia Militar. “Não vejo grandes mudanças, mesmo que a gestão venha totalmente para os servidores da Seduc”, diz a diretora, que pediu para não ter o nome divulgado.