quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Engenharia e TI dominam ranking de maiores salários iniciais no Brasil

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Estudo da Firjan mostra que engenharia, tecnologia e saúde lideram o ranking das profissões com os maiores salários iniciais no Brasil.

O mercado de trabalho brasileiro registrou avanços importantes em 2024, com a taxa de desemprego atingindo o menor nível histórico, de 6,6%.

Em meio a esse cenário, o estudo “Raio-X do Salário de Admissão”, divulgado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), revela quais são as profissões com os maiores salários iniciais no país.

O levantamento mostra que os engenheiros dominam a lista das ocupações mais bem remuneradas no momento da contratação.

No topo do ranking estão os Engenheiros em Computação, com um salário médio inicial de R$ 13.794. Em seguida, aparecem os Engenheiros de Minas e afins, com R$ 13.055, e os Engenheiros Químicos, com R$ 11.181.

Além da engenharia, o setor de tecnologia e saúde também se destacam. Os Médicos Clínicos aparecem na lista com um salário médio de admissão de R$ 10.071, enquanto Pesquisadores de Engenharia e Tecnologia recebem, em média, R$ 9.708 no início da carreira.

Profissionais das áreas de geologia e geofísica, como Geólogos e Oceanógrafos, também figuram entre os mais bem pagos, com uma remuneração inicial de R$ 10.642.

Valorização das atividades criativas

Outro destaque do estudo é a valorização das atividades criativas e do entretenimento. Diretores de espetáculos e afins ocupam a terceira posição no ranking, com um salário inicial médio de R$ 11.716, apresentando um crescimento expressivo de 15,2% em relação ao ano anterior.

O estudo também aponta que o mercado de trabalho formal segue aquecido, com um saldo positivo de 1.693.673 novos empregos com carteira assinada em 2024. Esse cenário impulsiona a valorização salarial em diversas áreas, especialmente entre profissionais altamente qualificados.

No entanto, a Firjan alerta para os desafios na retenção de talentos, uma vez que os pedidos de demissão voluntária atingiram 36% do total de desligamentos no país, o maior percentual já registrado.

Diante desse panorama, especialistas recomendam que empresas adotem estratégias de retenção para evitar a perda de profissionais qualificados.

O setor industrial e os serviços financeiros estão entre os que mais enfrentam dificuldades na contratação de mão de obra especializada, o que reforça a tendência de valorização salarial nessas áreas.

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