O presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) e o Ministro das Minas e Energia, Alexandre Silveira, lançaram, nesta sexta-feira (4), em Parintins, o programa “Energias da Amazônia”, que prevê investimentos de R$ 5 bilhões na descarbonização do setor elétrico com o fim da emissão de 1,5 milhão de toneladas de gás carbônico na atmosfera até 2030.
O programa de descarbonização da Amazônia vai beneficiar 53 cidades que deixarão de ser abastecidas por usinas termoelétricas a diesel e que passarão a usar energia limpa e renovável. O marco do programa é a interligação do linhão de Tucuruí com os municípios de Juruti (PA), Parintins e Itacoatiara, inaugurado neste sexta-feira.
Somente neste marco inicial foi investido, conforme Alexandre Silveira, R$ 1 bilhão e gerados 2.250 empregos. Vão ser economizados R$ 500 milhões em diesel, que deixarão de ser queimados nas termoelétricas dessas cidades. Com isso, o ministério espera um alivio nas contas dos consumidores.
Descarbonização da Amazônia envolve Guri
Outro passo dado pelo programa “Energias da Amazônia” foi o lançamento da ordem de serviço para a construção da linha de transmissão de energia entre Manaus e Boa Vista (RR), uma obra de R$ 2,6 bilhões e que beneficiará mais de 500 mil pessoas no Amazonas e em Roraima.
Conforme Alexandre Silveira, serão economizados com essa interligação mais de R$ 1 bilhão gastos na compra de óleo diesel. “É a Amazônia mais limpa e renovável, é a descarbonização do pulmão do mundo”, disse o ministro, um dos mais empolgados com as apresentações de Garantido e Caprichoso.
O terceiro passo do programa de descarbonização da Amazônia foi um decreto, assinado em Parintins por Lula e Silveira, autorizando a compra de energia da Venezuela, algo que foi interrompido quando o Brasil, no governo Jair Bolsonaro (PL), rompeu ligações diplomáticas com o país vizinho.
“Vamos poder realizar contratos e trazer energia limpa e renovável da usina de Guri, que voltará a ter papel importante para a geração e fornecimento de energia barata para Roraima e também para a Amércia do Sul“, destacou Alexandre Silveira.
Segundo o ministro, o Energias da Amazônia vai, com mais transmissão e interligações ao Sistema Integrado Nacional (SIN), reduzir em 70% o consumo de diesel na geração de energia, o que o torna o maior programa de descarbonização do planeta.