quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Energia e água lideram ranking de reclamações no Procon Amazonas

Empresas, que antes da pandemia da Covid-19 não eram demandadas no Procon-AM, passaram a ter o nome cada vez mais em evidência no órgão de defesa do consumidor.
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Jalil Procon Amazonas
O diretor-presidente do Procon-AM, Jalil Fraxe (Foto: Divulgação)

Em meio à pandemia e a diminuição da renda da população, houve uma queda nos contratos entre consumidores e fornecedores em todo Brasil. No Amazonas, não foi diferente, segundo destacou o diretor-presidente do Instituto de Defesa do Consumidor (Procon-AM), Jalil Fraxe, durante entrevista ao Realtime1 nesta quinta-feira (15). Empresas, que antes não eram demandadas, passaram a ter o nome cada vez mais em evidência no órgão de defesa do consumidor.

O diretor-presidente do órgão explica que, dentro do ranking de empresas mais reclamadas, houve um concentração de empresas que antes não eram demandas e, com a pandemia, passaram a ser muito demandadas, tanto no âmbito judicial quanto no administrativo. Além disso, Jalil explica, ainda, que recentemente houve uma grande alta no número de demandas que chegam ao Procon-AM.

“O alvo principalmente é as concessionárias de energia e água, seguidas das operadoras de telefonia. Eles prestam serviços que a população precisa totalmente. As operadoras, hoje, fornecem internet móvel – e esse serviço nos permite o acesso à informação. A gente também teve essas operadoras de telefonia móvel como grande demandadas aqui no Procon-AM”, revelou o diretor-presidente do Procon-AM.

Jalil aproveitou, ainda, para ressaltar que o Procon-AM tem procurado integrar fiscalização nacional contra o aumento do valor do litro da gasolina em Manaus. “Recentemente, houve uma operação nacional, dos órgãos integrados da prefeitura e dos governos do Estado e Federal, e nós tivemos a participação do Procon-AM olhando as demandas do consumidor e aproveitando para fazer mais um mapeamento em alguns postos sobre o valor do combustível”.

Conforme Jalil, as fiscalizações tem o objetivo de identificar postos, onde, possivelmente, há uma cobrança abusiva.

Sobre as famosas ligações indesejáveis, o diretor-presidente do órgão de defesa do consumidor ressaltou que é necessário que as denúncias cheguem até o Procon-AM.

“Nós temos um link no nosso site, que redireciona o consumidor para o não me perturbe.com.br. É importante que a gente observe de duas maneiras: horário das ligações e também a cobrança de pessoas da sua família em seu nome. Isso ocorreu quando o fornecedor deseja cobrar terceiros: em vez de quem assinou o contrato, você é que passa a ser cobrado. Esse tipo de denúncia pode ser formalizado no Procon-Amazonas por meio dos canais oficiais. É preciso a denúncia para que haja punição, efetivação e concretização do seu direito como consumidor ou consumidora. Os contatos disponíveis podem ser consultados no site”, reforça Jalil Fraxe.

Assista à entrevista na íntegra:

Texto: Isac Sharlon

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