quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Em Manaus evento vai debater o desenvolvimento do Mercado Audiovisual do Norte

Em sua 5ª edição, o Matapi vai promover durante dois dias em Manaus, debates sobre temas relacionados ao desenvolvimento da produção audiovisual na região amazônica.
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Durante dois dias de evento, a Conferência Matapi, versão compacta do Matapi – Mercado Audiovisual do Norte, receberá uma série de convidados, de maneira online e presencial, para debater temas relacionados ao desenvolvimento do audiovisual na Região Norte e propor, por meio de uma carta-proposta, caminhos possíveis para que essas mudanças sejam realizadas.

O evento acontece, na terça e quarta-feira (29 e 30/11), durante a programação do Festival de Investimentos de Impacto e Negócios Sustentáveis na Amazônia (Fiinsa), no Centro de Convenções Studio 5 (Av. Rodrigo Otávio, nº 3.555, Distrito Industrial I).

Já confirmados para o Conferência Matapi, estão nomes como a artista e educadora Zélia Amador de Deus, Keila Sankofa (artista visual e cineasta), Rayane Penha (realizadora audiovisual), Lúcia Tupiassú (roteirista), Fabrício Noronha (Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Estaduais de Cultura), Janaina Oliveira ReFem (APAN), Maurício Xavier (CONNE) e Jeã Santos (AEEBC).

Diretor, roteirista e produtor executivo, Jeã Santos, da Associação dos Empregados da EBC (AEEBC), participará, de forma online, da mesa “Associativismo e as lutas pelo audiovisual”, na quarta-feira. Para ele, o Matapi é um espaço fundamental de discussão e reflexão.

“Precisamos entender o que está sendo proposto para essa nova gestão de Governo e estar muito atento às nossas ferramentas de trabalho, que continuam nas mãos de pessoas que estão alinhadas em um projeto de poder e controle das nossas narrativas, do nosso trabalho e da nossa criatividade. (…) Acredito que a gente tenha de discutir muito sobre os espaços que são nossos e estão sendo ocupados e controlados por essas pessoas que chegam a propor soluções sem, ao menos, terem nos escutado”, explicou Jeã.

Durante a sua participação no evento, ele abordará temas relacionados, principalmente, a questões da comunicação pública.

“Pretendo falar sobre os espaços que são nossos por direito, dos editais que foram suspensos e, ainda, sobre quem serão nossos representantes nesse sistema [de comunicação pública]. Muitos nomes têm sido discutidos, mas precisamos ter segurança de que essas pessoas não estarão ali para nos controlar ou nos colocar em cargos ou funções que não possuem poder de decisão dentro da estrutura da comunicação pública. Nós precisamos assumir esses espaços”, acrescentou o convidado.

Antecipação

Integrante da organização da Conferência Matapi, a produtora cultural Karla Martins, da Casa Ninja Amazônia e Cine Ninja, acredita que o evento veio no momento ideal para se discutir e traçar propostas para o mercado audiovisual.

“É uma forma de nos anteciparmos ao novo Governo e fazermos, dali, um espaço de apontamentos, críticas e pensamentos para a melhoria do que já foi feito. Criando, de alguma maneira, uma perspectiva para quem participa do mercado audiovisual”, disse Karla.

“É importante podermos acompanhar e estarmos sendo parceiros de eventos como esse [o Matapi], que fortalecem esse debate de uma Amazônia em primeira pessoa, da construção dos elementos norteadores para esse cinema amazônico tão intenso, tão jovem e que, cada vez mais, se consolida a partir dessa incidência de recursos nacionais. Ao mesmo tempo, temos de pensar, também, em outros lugares onde podemos estar portando ou buscando recursos para o fortalecimento desse mercado”, finalizou a produtora cultural.

Grande desafio

A roteirista Lúcia Tupiassú é uma das participantes, também de maneira online, da mesa “Vivências em espaços de negociação”, na terça-feira.

“Acho fundamental ter eventos dessa natureza espalhados pelo Brasil. A gente tem um histórico de que essas iniciativas grandes de audiovisual se concentram no que a gente se condicionou a chamar de eixo, o sudeste. Agora, temos questionado muito essa terminologia e quebrado um pouco essa concepção, de que uma região tenha que ser tomada como parâmetro e como eixo para as demais, ainda mais em um país tão gigantesco como o nosso”, ressaltou Lúcia.

Ela destaca o Matapi como sendo admirável, necessário e importante.

“São poucos os eventos dessa natureza, de discussão sobre a realidade da produção de mercado, especialmente na Região Norte, na Amazônia. Também admiro a resiliência [dos organizadores] de adaptar o Matapi para realidades diferentes. Neste ano, mesmo com esse momento mais difícil, com dificuldades de financiamento, reflexo desses últimos anos de políticas públicas muito minguadas, ele se adapta e vai acontecer com uma proposta bem bacana, não só de falar da realidade como também de ser propositivo, de pensar soluções. Estou muito honrada de ter sido convidada e entendo isso, também, como um grande desafio”, elogiou.

Dinâmica

Ao longo dos dois dias de Conferência Matapi, serão realizadas quatro mesas com temas diferentes, sendo eles: “Vivências em espaços de negociação” e “Identidades e representações amazônicas”, na terça-feira; e “Políticas públicas de acesso federais e locais” e “Associativismo e as lutas pelo audiovisual”, na quarta-feira. Cada mesa será conduzida por alguns convidados e os interessados em acompanhar já podem efetuar sua inscrição, de forma gratuita, por meio do link: .

“São mesas onde vamos poder debater temas fundamentais para o atual momento do nosso audiovisual, com o objetivo de traçar o seu futuro da maneira que a gente gostaria que ele fosse pautado, nacionalmente e internacionalmente. Para isso, aplicaremos algumas metodologias para que os encontros sejam mais objetivos e para que possamos ter ideias e propostas viáveis”, completou Carlos Barbosa, organizador do Matapi.

Ao final do evento, será apresentado um resumo com todas as propostas para que seja produzida uma carta-proposta que deverá ser entregue às autoridades dos poderes federais, estaduais e municipais.

Sobre o Matapi

Realizado pela Leão do Norte Produções, o Matapi é o primeiro mercado audiovisual do Norte e uma plataforma de articulação que tem como objetivo contribuir na capacitação dos empreendedores para a realidade do mercado audiovisual, estreitar conexões entre as cadeias produtivas e promover a circulação dos produtos feitos no Norte em outras janelas de exibição, gerando parcerias.

Neste ano, o evento conta, ainda, com o apoio do Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, do Fiinsa e da Casa Ninja Amazônia.

Com informações de assessoria

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