quarta-feira, 17 de julho de 2024

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Em ato na Ponta Negra, bolsonaristas atacam STF e Congresso Nacional

Os manifestantes aproveitaram o feriado da Independência para demonstrarem apoio ao presidente Bolsonaro que, vez ou outra, ataca ministros do STF.
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Ponta Negra

Faixas de teor antidemocráticas que pedem o fechamento de instituições como o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Congresso Nacional deram o tom do ato em comemoração ao bicentenário da independência brasileira, comemorado nesta quarta-feira (7).

O ato foi convocado por movimentos conservadores do Amazonas e ganhou adesão de manifestantes que apoiam a reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL).

No local, eles empunharam cartazes que pedem, inclusive, que o presidente acione as Forças Armadas para garantir eleições “limpas” e “auditáveis”.

A reportagem questionou um manifestante – que segurava uma faixa com os dizeres “abaixo à ditadura do STF” – se ele realmente defendia a destruição da Corte e o motivo do posicionamento.

No entanto, o manifestante, identificado como Izaquias Xavier, disse apenas que o “STF faz uma covardia” com Bolsonaro e que o “povo inteiro se une ao presidente contra o Supremo”.

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Os organizadores estimam público de quase 25 mil pessoas. No entanto, a contabilidade não foi feita pela Polícia Militar e nem pela Secretaria de Segurança Pública (SSP).

O público ficou divido entre os quatro trio-elétricos de movimentos conservadores do Estado.

Candidatos deste pleito foram ao ato

Ao menos três candidatos de peso da direita participaram do ato.

O RealTime1 chegou a questioná-los se eles são favoráveis ao teor dos cartazes e faixas que foram levados para a manifestação.

O deputado federal Pablo Oliva, que tenta a reeleição pelo União Brasil (UB), afirmou que a opinião é livre, defendendo que a população use tal liberdade para se manifestar contra o que quiser.

“Não é crime as pessoas se manifestarem contra os ministros. Elas apoiam ou não apoiam. Se fosse por isso também seria crime se manifestar contra os políticos “, rebateu Pablo.

Candidato ao Senado, Coronel Menezes (PL) também defendeu a liberdade de expressão dos manifestantes. No entanto, ele disse que sequer sabia o que continha no material de apoio.

“Não sei o que está escrito nas faixas, mas o que é mais importante é que o povo está na rua exatamente celebrando o bicentenário “, amenizou o candidato bolsonarista.

Fake news contra Lula

Em um dos quatro trio-elétricos, no do Aliança Norte Brasil,  o membro do ProArmas, Júlio Nunes afirmou que o candidato do PT a Presidência,  Luiz Inácio Lula da Silva, é contra as igrejas evangélicas.

“Será que os evangélicos, os religiosos, não conseguem ver que estamos numa guerra espiritual também?”, chegou a questionar.

Lula, quando presidente, assinou a Lei que cria o dia da Marcha para Jesus e sancionou a Lei da Liberdade Religiosa.

Texto: Jefferson Ramos

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