quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Em alta, segmento PET movimenta R$ 60 bilhões no Brasil

Entre os negócios que mais têm se disseminado no mercado pet estão o de passeio, creche e plano de saúde.
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animais de estimação

Atualmente com 168 milhões de animais de estimação, o setor pet movimenta R$ 60 bilhões no Brasil, o que mostra que o amor pelos bichos está mais evidente do que nunca.

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet), o número de animais de estimação supera o das quatro maiores torcidas de futebol do país juntas.

Essa estatística revela não apenas a paixão dos brasileiros pelos seus amigos peludos, mas também a ascensão de um mercado próspero e em constante evolução.

Em 2022, o setor pet movimentou cerca de R$ 60 bilhões, um aumento de 16,4% em relação ao ano anterior.

Esse faturamento abrange uma ampla gama de segmentos, incluindo a indústria de produtos, o varejo e serviços voltados para animais de estimação.

Serviços de passeio, creche e planos de saúde para pets crescem rapidamente, mostrando donos dispostos a investir no bem-estar de seus animais.

A relação entre os animais de estimação e seus tutores vem sofrendo uma transformação significativa ao longo das décadas.

De cães de guarda a membros da família, os animais de estimação se tornaram praticamente um Brasil a mais no território, com quase dois pets por lar.

Essa mudança comportamental é impulsionada por diversos fatores, como o aumento do envelhecimento da população, residências em espaços menores e preferência por famílias menores.

Há uma década, o movimento de humanização dos pets começou a ganhar força, elevando a posição dos bichinhos de estimação na escala de importância das famílias.

De cães de guarda a filhos de quatro patas, o status dos animais de estimação se elevou, sendo agora considerados membros da família por 61% dos donos, que os tratam como filhos.

Mercado pet cresce e carga tributária pesa

A mudança na dinâmica entre humanos e pets alimentou uma demanda cada vez mais crescente por produtos e serviços relacionados, impulsionando o faturamento do setor de R$ 15 bilhões em 2013 para os atuais R$ 60 bilhões em 2022, de acordo com o Instituto Pet Brasil.

O mercado pet já representa 0,36% do PIB brasileiro, ultrapassando setores como utilidades domésticas e automação industrial.

Apesar da sua representatividade, os tributos sobre o setor pesam, correspondendo a 54,2% do faturamento dos pet shops.

Essa alta carga tributária é criticada por não se alinhar à importância do setor no cotidiano das famílias brasileiras, onde desempenha um papel fundamental.

Comparativamente, o mercado pet nos Estados Unidos, o maior do mundo, movimentou US$ 136 bilhões (cerca de 680 bilhões de reais) em 2022.

Enquanto nos EUA mais de 80% dos donos alimentam seus pets com ração, no Brasil, esse número não chega a 50%, indicando um espaço significativo para crescimento.

No Brasil, o pet food sofre carga tributária desproporcional, representando quase 50% do custo, contrastando com 6,6% a 22% em nações desenvolvidas.

Coincidentemente, os três maiores mercados globais – Estados Unidos, China e Alemanha – são os que aplicam as menores taxas sobre o setor.

Além disso, outro mercado em ascensão é o de cosmético PET care, à medida que os proprietários se preocupam cada vez mais com a saúde e o bem-estar de seus animais de estimação.

Esse segmento segue as tendências do mercado, buscando produtos naturais, sustentáveis e personalizados para atender às necessidades de cada animal.

Diante desse cenário, o mercado pet brasileiro deve continuar em crescimento nos próximos anos, com foco crescente na qualidade dos produtos e serviços oferecidos.

Os animais de estimação deixaram de ser apenas companheiros para se tornarem membros da família, e isso está moldando a forma como os brasileiros consomem no setor pet.

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