A Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) definiu que a eleição indireta para o cargo de governador do estado deverá ocorrer no dia 4 de maio, em sessão extraordinária. A decisão ocorre após o cenário de vacância no Executivo estadual, abrindo espaço para articulações políticas intensas nos bastidores.
De acordo com o regimento aprovado, a votação será aberta e nominal, exigindo maioria absoluta dos deputados estaduais, pelo menos 13 votos, para a escolha do novo chefe do Executivo. Caso nenhum candidato alcance esse número na primeira rodada, haverá segundo turno entre os mais votados.
A definição das regras provocou reações entre lideranças políticas locais. Enquanto parte dos parlamentares defende a legalidade e celeridade do processo, outros questionam a legitimidade da eleição indireta, argumentando que a população deveria participar diretamente da escolha.
Nos bastidores, nomes começam a surgir como possíveis candidatos ao chamado “governo tampão”, que terá mandato até o fim do atual ciclo eleitoral. A disputa já mobiliza partidos e grupos políticos com influência no estado.
Especialistas apontam que o cenário pode impactar diretamente a governabilidade e a agenda administrativa nos próximos meses, principalmente em áreas sensíveis como saúde, segurança e infraestrutura.
A Aleam afirma que o processo segue rigorosamente a Constituição Estadual e visa garantir estabilidade institucional.