O senador Eduardo Braga (MDB-AM) reagiu publicamente a ataques feitos contra a Zona Franca de Manaus em vídeo publicado por um influenciador digital do Rio de Janeiro. Na manifestação, divulgada nas redes sociais, Braga saiu em defesa dos trabalhadores amazonenses, da indústria local e do modelo econômico que sustenta o Polo Industrial de Manaus.
Segundo a publicação, o influenciador afirmou que o Polo Industrial “não fabrica nada” e usou palavras de baixo calão ao se referir à Zona Franca. Braga respondeu dizendo que muitas pessoas falam sobre o Amazonas sem conhecer a realidade da região e destacou que Manaus abriga uma das maiores estruturas industriais da América Latina.
O senador citou setores estratégicos da indústria local, como o Polo de Duas Rodas, o Polo de ar-condicionado e o Polo termoplástico. Ele afirmou que esses segmentos estão entre os maiores do mundo e que não se trata de discurso político, mas de atividade produtiva concreta.
Braga também ressaltou que a Zona Franca gera mais de 130 mil empregos diretos no Polo Industrial e sustenta cerca de 500 mil empregos diretos e indiretos na economia regional, envolvendo indústria, comércio, logística, serviços e fornecedores.
A reação tem peso político porque a Zona Franca voltou ao centro do debate público em ano eleitoral. O modelo é frequentemente alvo de críticas de setores que enxergam incentivos fiscais como privilégio regional, mas seus defensores argumentam que ele mantém empregos, arrecadação e alternativa econômica à destruição da floresta.
O ponto central é que a ZFM não deve ser blindada de críticas, mas ataques baseados em desinformação prejudicam o debate nacional. Discutir eficiência, contrapartidas e inovação é legítimo. Reduzir o polo a caricatura ignora trabalhadores, empresas, tecnologia e o papel ambiental do modelo.