O estudo Contas Econômicas Ambientais da Água 2018-2020 apontou que, em 2020, foram gastos 6,2 litros de água para cada R$ 1 bruto que entrou na economia brasileira. A pesquisa foi realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e Agência Nacional de Águas (ANA).
O estudo reafirmou a importância estratégica de manter a floresta amazônica em pé, pois as chuvas que atingiram a região da bacia Amazônia representaram 56,2% do total de 24,9 milhões de hectômetros cúbicos de água adicionadas ao estoque total do País.
O estoque é todo o volume de água disponível ou armazenado superficialmente (em rios, riachos, lagos e reservatórios artificiais), em aquíferos (águas subterrâneas) e no solo. As adições a este estoque são feitas por chuvas, águas de rios que nascem fora do Brasil e as águas de reuso.
A transpiração da floresta amazônica é reconhecidamente a principal fonte de chuvas do País, carregando águas por rios aéreos para praticamente todas as regiões brasileiras. Neste aspecto, o Amazonas é o Estado com maior cobertura vegetal do País e contribui significativamente para manter a economia funcionando.
Isso é comprovado pelo estudo quando analisa as contribuições da região Norte
“O Norte foi a região que mais contribuiu na entrada de água no estoque do país, com 87,1% de participação, devido à entrada de água de países a montante na Bacia Amazônica. Essa região também foi a principal responsável pela saída de água, com 80,0% de participação, seguida do Centro-Oeste (9,3%) e Sul (4,2%)”.
Segundo o estudo do IBGE/ANA, a redução nos estoques de águas superficiais no país foi de 16,64 milhões de hm³ em 2020. Desse total, a captação de águas para a economia respondeu por 3,58 milhões de hm³ e a saída para outros países (a jusante) foi de 0,50 milhão de hm³.
“São as chuvas formadas a partir dos rios aéreos formados pela floresta que movem o agronegócio brasileiro”, diz o cientista Phelippe Fearnside.
Água não renovável
As retiradas de águas superficiais e subterrâneas pelas atividades econômicas para uso consuntivo (quando não voltam ao estoque) totalizaram 71,2 mil hm³. A atividade com a maior participação nessa retirada foi a Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (58,2%), seguida pela Captação, tratamento e distribuição de água (27,9%) e pelas Indústrias de transformação e construção (8,4%).
No mesmo ano de 2020 os negócios envolvendo água e esgotos, em todo o País, totalizaram R$ 48,2 bilhões, sendo que a distribuição de água potável representou 65,7% deste total.
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