quarta-feira, 23 de setembro de 2026

‘Teto’ do Casa Verde e Amarela sobe 10% e dá ‘fôlego’ às construtoras

Segundo o Sinduscon, o reajuste destinado ao Amazonas não acompanha os custos das despesas na totalidade, mas minimiza uma distorção decorrente da alta dos preços.
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Valor máximo dos imóveis populares para financiamento elevou em 10%

As novas regras do programa de habitação Casa Verde e Amarela, o antigo Minha Casa Minha Vida, elevaram em 10% o valor do teto da moradia popular para financiamentos, no estado. O teto saiu de R$190 mil para R$209 mil. Para o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Amazonas (Sinduscon-AM) o reajuste apesar de não acompanhar os aumentos nos preços dos insumos, ajuda a equilibrar os custos.

Conforme o Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) divulgado em setembro deste ano pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nos últimos 12 meses a alta no custo da construção foi de 16,74%. Enquanto no período de janeiro a agosto de 2021 o custo médio aumentou 8,35%, no Amazonas.

Com as mudanças anunciadas pelo governo federal, o valor máximo dos imóveis financiados pelo programa habitacional subiu 15% nas cidades com 50 mil a 100 mil habitantes; Municípios com população entre 20 mil e 50 mil pessoas terão o teto reajustado em 10%, conforme divisões de estados e regiões definidas pelo governo; Em capitais e regiões metropolitanas definidas pelo IBGE o aumento no teto também será de 10%, fatia na qual o Amazonas está inserido. O teto sai de R$190 mil para R$209 mil.

“O governo federal e a Caixa Econômica Federal firmaram parceria para reequilibrar os valores para as regiões do Brasil, considerando os aumentos dos preços dos insumos da construção civil. O reajuste de 10% destinado ao Amazonas não acompanha em 100% os custos das despesas, mas minimiza uma distorção decorrente da alta dos preços”, considera o presidente do Sinduscon-AM, Frank Souza.

De acordo com o empresário, os estados da região Norte e Nordeste enfrentam uma certa desvantagem em relação aos estados das demais regiões do país por conta da disparidade de valores estipulados para a construção de moradias econômicas no país.

“Esse é um ponto que temos discutido constantemente no Fórum Norte Nordeste da Indústria da Construção. Há uma desigualdade de valores para a construção de moradias econômicas no país. Para as regiões Sul e Sudeste os valores são mais elevados. Temos pleiteado essa melhoria no valor para o construtor como subsídios maiores para os interessados na compra de imóveis”, disse.

Texto: Priscila Caldas

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