A startup Tembici, que tem uma fábrica de bicicletas elétricas na Zona Franca de Manaus, obteve financiamento de R$ 160 milhões aprovados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para desenvolver soluções inovadoras e aumentar a capacidade de produção das montadoras que mantém na capital do Amazonas e em Minas Gerais.
De acordo com o BNDES, o recurso também é destinado à aquisição de milhares de bicicletas elétricas e comuns para ampliar o serviço de compartilhamento de bikes. A empresa é famosa por operar as bicicletas laranjas do Itaú e vermelhas da Claro, utilizadas em sistemas de compartilhamento em cidades brasileiras.
Esse é o primeiro apoio do banco ao setor de micromobilidade urbana, que inclui transportes de veículos leves que circulam a uma velocidade de até 25 km/h e são utilizados para viagens de até 10 km de distância.
Metade do financiamento (R$ 80 milhões), terá como fonte de recursos o Fundo Clima, instrumento da Política Nacional sobre Mudança do Clima, vinculado ao Ministério do Meio Ambiente, que tem como finalidade garantir recursos com taxas atrativas para projetos voltados para a mitigação das mudanças climáticas. O restante do empréstimo será concedido por meio do BNDES Finem – Mobilidade Urbana.
O financiamento, que ocorre no contexto de um plano de investimento de R$ 274 milhões, a ser executado durante um período de aproximadamente três anos, permitirá à empresa desenvolver soluções inovadoras e aumentar a capacidade de montagem nas fábricas da Tembici localizadas em Manaus e na cidade mineira de Extrema.
Cidades inteligentes
Estão previstas ainda ações que contribuirão diretamente para o tema de cidades inteligentes, como o compartilhamento de informações de trânsito, localização, clima e poluição, contribuindo para o planejamento da locomoção urbana em parceria com o poder público.
Os recursos do BNDES possibilitarão a redução da emissão de CO2, gerando mais créditos de carbono nas cidades.
“Esse é um projeto emblemático para o BNDES pois as bicicletas fazem parte do ecossistema de mobilidade urbana e têm potencial para substituir parcialmente o transporte motorizado nos deslocamentos de curta distância, contribuindo para melhoria da qualidade de vida nas cidades brasileiras. Esse potencial pode ser ainda maior com a ampliação da oferta de bicicletas elétricas e com a devida integração com os sistemas de transporte público“, destaca Rafael Pimentel, chefe do Departamento de Mobilidade Urbana do BNDES.
“O apoio financeiro ajudará, também, no desenvolvimento da indústria e da cadeia de fornecedores no Brasil, além de fomentar inovações tecnológicas importantes para a gestão e o planejamento desses sistemas nas cidades”, completa Rafael.
Liderança
“Com o apoio do BNDES a Tembici reforça, ainda mais, sua liderança em micromobilidade compartilhada e tecnologia na América Latina, projetando-se para novos mercados através de um modelo de negócios com investimento competitivo”, comenta Leandro Fariello, CFO da Tembici.
O diretor financeiro avalia que, com o financiamento, a Tembici se consolida como a primeira empresa de mobilidade a acessar a Linha Fundo Clima e, mais uma vez, inova na sua estratégia de negócio. “A partir desta operação a empresa ganha ainda mais competitividade nos seus ativos, gerando mais valor à sociedade, meio ambiente e economia das cidades onde estamos presentes”, completa Leandro.
Micromobilidade
A micromobilidade compartilhada gera uma série de consequências positivas para as cidades e meio ambiente no que diz respeito à redução da poluição, racionalização da organização viária e democratização de espaços públicos, sobretudo quando combinada aos modos de transporte de massa. Além disso, propicia melhora na saúde e qualidade de vida de quem pedala, oferecendo um transporte de baixo custo e economia de tempo em diversos trajetos.
Fonte: BNDES
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