“Vamos apoiar com mais determinação o crescimento e desenvolvimento das micro, pequenas e médias empresas, que são grandes geradoras de emprego e renda”. A declaração é do presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, que tomou posse em cerimônia concorrida no Rio de Janeiro (RJ), nesta segunda-feira (6). Só para a chamada economia solidária, o banco acenou com uma carteira de crédito de R$ 65 bi.
Participaram da posse, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o vice-presidente Geraldo Alckmin, ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
De acordo com Mercadante, para os próximos anos, a pretensão é fortalecer investimentos na economia verde e em iniciativas de inclusão social, incentivando a abertura de novos mercados a partir dos investimentos públicos.
“Não pretendemos ficar disputando mercado com o sistema financeiro privado. Não é o papel do BNDES. Precisamos de parcerias e o BNDES pode contribuir para reduzir risco, abrir novos mercados, alongar prazos e elaborar bons projetos para os investimentos privados”.
De acordo com o BNDES, o aporte financeiro é respaldado por lei já aprovada e ocorrerá em parceria com instituições financeiras privadas. “Vamos dar suporte às empresas e às cooperativas de economia solidária com R$ 65 bilhões, por meio de crédito indireto do banco e alavancagem via garantias por crédito privado”, afirmou Mercadante.
Em seu discurso, Mercadante citou o enorme potencial industrial brasileiro e diz que uma das metas é apoiar projetos para a reindustrialização do país.
“Um banco de investimento precisa ter visão de longo prazo, e uma das dimensões importantes para um projeto são as exportações. Não apenas commodities agrícolas. O Brasil é a fazenda do mundo, mas não pode ser só isso. Produtos industriais de alto valor agregado são essenciais para o desenvolvimento”.
Acrescentou: “A nova indústria digital, descarbonizada, é baseada em circularidade e investimento intensivo em conhecimento. Esse país precisa se reindustrializar. A participação na indústria do desembolso do BNDES era 56% em 2006, mas caiu para 16% em 2021”.