A multinacional Smart Modular Technologies, fabricante de componentes para celulares e computadores, iniciará as operações no Polo Industrial de Manaus (PIM) em outubro deste ano. Será a quarta unidade da empresa no Brasil, com previsão de investimentos de R$137 milhões, em três anos.
O presidente e fundador da empresa no Brasil, Rogério Nunes, explica que a experiência de mais de 20 anos no mercado possibilitou planejamento e ações preventivas para garantir a continuidade da produção, mesmo em meio aos períodos de crises, como o atual desabastecimento global de componentes eletrônicos.
“Quando a pandemia e a falta de produtos iniciaram já estávamos contratados com volumes por pelo menos três anos, o que nos colocou à frente. Temos parceiros fortes. A experiência nesse mercado nos mostrou que a cada dois anos esse problema acontece e implementamos ações preventivas”, explicou o empresário.
A unidade da Smart Brasil, em Manaus, produzirá memória RAM, unidades de armazenamento de dados (SSDs) e placas de circuito. Nunes destaca a demanda crescente pelos produtos direcionados aos segmentos de computação e telecomunicações.
“Nossos planos contemplam visão de crescimento. Em 2020, o volume de computadores que utilizaram os nossos módulos de memória foi de 6,9 milhões. Em 2021 esse número deverá alcançar o total de 8,1 milhões. Atenderemos a tecnologia 5G e às demais demandas relacionadas à conectividade”, adiantou.
Investimentos
De acordo com Nunes, maior parcela do saldo de R$137 milhões será aplicada de imediato na instalação da planta em Manaus e no início das operações.
Outro investimento previsto pela Smart Brasil é de R$10 milhões ao ano. O valor será destinado, a partir de outubro deste ano, ao segmento de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D).
“Os trabalhos acontecerão em parceria com um instituto de pesquisa da região, voltados ao desenvolvimento/melhorias de produtos e processos”, comentou Nunes.
Indústria no PIM
Conforme Nunes, o Polo Industrial de Manaus concentra mão-de-obra qualificada e estrutura que viabilizará maior competitividade à empresa e aos clientes.
“Constatamos o crescimento e entendemos que precisávamos expandir as atividades. Em Manaus, poderemos participar dos benefícios concedidos pelo modelo industrial e maximizar as condições de competitividade”, avaliou.
Texto: Priscila Caldas
Leia Mais: