quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Sindarma: BR dos Rios trará fluidez e competitividade à navegação

Programa tem o objetivo de tornar a navegação mais eficiente e segura. No Amazonas, a iniciativa trará adequações às extensões dos rios Madeira e Tapajós.
COMPARTILHE
Barco empurrador transportando barcaças com contêineres no rio Amazonas, cercado por vegetação ribeirinha
Embarcação de carga com contêineres navega pelo rio Amazonas, principal rota logística da Zona Franca de Manaus

Em fase de planejamento por parte do Ministério da Infraestrutura, o programa BR dos Rios, caso implementado, poderá viabilizar maior fluidez no transporte fluvial de cargas, impulsionando a competitividade do segmento no estado. A avaliação é do Sindicato das Empresas de Navegação Fluvial no Estado do Amazonas (Sindarma).

O diretor do Sindarma, Dodó Carvalho, explica que o programa deverá ser implementado posteriormente ao BR do Mar, programa de incentivo à cabotagem, em tramitação por meio do Projeto de Lei 4199/2020 e que aguarda a apreciação pelo Senado Federal.

Segundo Carvalho, o BR dos Rios tem o objetivo de tornar a navegação mais eficiente e segura. Ele explica que por meio do programa, o governo federal dará concessões a empresas que serão responsáveis por contratar dragas (equipamentos para remoção de solo, sedimentos dos fundos dos rios), e sinalizar a extensão dos rios.

“No Amazonas o programa vai atender aos rios Madeira e Tapajós. A proposta é torná-los mais eficientes e para isso é necessário ter remuneração e quem vai remunerar é que está em discussão”, informa o diretor.

“Não considero que seja uma privatização porque a empresa será incumbida de garantir segurança e a fluidez no transporte e para isso, precisa contratar serviços. O pagamento é necessário. Com certeza haverá redução no índice de assaltos às embarcações”, completou.

Sem ônus ao frete e ao ribeirinho

De acordo com o diretor, o ribeirinho não será afetado, em caso de implementação do programa. O morador do interior do estado poderá continuar navegando sem qualquer ônus.

“Para o ribeirinho não muda nada. Mas os transportadores de grandes volumes de cargas precisarão se adequar às normas”.

O valor do frete também não será impactado, segundo Carvalho, porque as embarcações navegarão com maior rapidez, em menor tempo de percurso.  

“A navegação terá mais eficiência e seremos mais competitivos”.

O Ministério da Infraestrutura se restringiu em informar que “o programa BR dos Rios está em fase de planejamento e que, no momento, não há qualquer tratativa definida sobre o assunto”.

Texto: Priscila Caldas

Leia Mais:

COMPARTILHE