O Amazonas teve queda de 75% na movimentação de cargas fluviais no primeiro trimestre deste ano em comparação a igual período de 2020, segundo dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). Conforme o Sindicato das Empresas de Navegação Fluvial no Estado do Amazonas (Sindarma), o resultado negativo é decorrente dos efeitos da pandemia da Covid-19.
Conforme os números da Antaq, de janeiro a março de 2021, o estado registrou mais de 1,9 milhões de toneladas, entre cargas desembarcadas e embarcadas no Amazonas. Enquanto nos primeiros três meses do ano anterior, o volume de produtos que transitou pelo estado chegou a superar 7,8 milhões de toneladas.
Segundo a presidente do Sindarma, Jéssica Sabá, o ano iniciou com severidade nos casos de contaminação do novo coronavírus e, consequentemente, afetou a atuação do segmento local. Logo após, estados de outras regiões do país também voltaram a adotar medidas severas de restrição por conta da segunda onda da doença, no país.
“O trânsito das cargas diminuiu a nível nacional e, consequentemente, o Amazonas também foi afetado. A atuação nos portos foi reduzida. Nossa esperança é a vacinação. A partir do dia 30 de abril todos os profissionais do segmento de transportes serão contemplados com a imunização e acredito que poderemos trabalhar com um pouco mais de segurança”, comentou, ao completar que a vacinação foi aprovada pelos deputados federais por meio do PL 1011/20.
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