No primeiro semestre deste ano a Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Amazonas (Ademi-AM) registrou faturamento de R$ 466 milhões, o que representa um crescimento de 8,5% em relação a igual período do ano anterior (R$426 milhões). O resultado positivo foi impulsionado pelas vendas do segundo trimestre, considerado pela entidade como o melhor dos últimos 5 anos.
De acordo com o diretor da comissão da indústria imobiliária da Ademi, Henrique Medina, nos primeiros meses do ano as vendas foram afetadas pela pandemia, com retomada a partir de abril. O estoque retido durante o primeiro trimestre foi comercializado entre abril e junho, com venda de 1.419 imóveis e faturamento de R$304 milhões.
Do total de 1.419 imóveis, 1.286 são de unidades residenciais. Comparando o segundo trimestre de 2021 com o mesmo período de 2020, houve um aumento de 43% nas unidades vendidas.
Segundo Medina o impulso nas vendas no segundo trimestre é atribuído a alguns fatores como a maior acessibilidade às diversas modalidades de crédito, a atualização do Índice Geral de Preços do Mercado (IGPM) que encareceu o preço do aluguel em 20% e levou as pessoas a buscarem a casa própria, e a valorização da moradia forçada pela pandemia e as medidas de isolamento social.
“No segundo trimestre vimos um cenário atrativo para a aquisição do imóvel. Os bancos concorrem para atrair maior quantidade de clientes e a cada mês surgem novas modalidades de crédito. Isso é fundamental para o crescimento no setor imobiliário. A alta do IGPM também faz com que as pessoas que utilizem o aluguel migrem para a casa própria ao considerar que podem garantir menor taxa de juros”, explicou.
Lançamento imobiliário
Até o mês de junho o segmento lançou cinco empreendimentos, totalizando mais de 2 mil imóveis. Em junho foram vendidas quase 700 unidades.
Segundo Medina, entre Manaus e Iranduba, existe um estoque de 5 mil unidades.
“Os lançamentos andam a passos largos. Existem vários empreendimentos represados em fase de licenciamento e certamente serão lançados nos próximos meses e farão com que as vendas continuem em evolução. O estoque atual é baixo, se não lançarmos mais nenhum empreendimento em até dez meses o estoque será zerado”, informou.
Segundo Medina, a expectativa é fechar o ano de 2021 com R$100 milhões a mais em vendas frente a 2020, contabilizando mais de R$ 1 bilhão, o que representa um crescimento de 10% em relação ao último ano.
Texto: Priscila Caldas
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