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quinta, 19 de maio de 2022

Setor imobiliário deve frear reação devido Inflação e juros altos, em 2022

Conjuntura de 2022 com inflação e juros altos tem diferença em relação ao ano passado quando o mercado imobiliário reagiu bem apesar da pandemia, dizem especialistas.

27 de janeiro de 2022

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Pesquisadora defende políticas públicas contra precarização das moradias (Foto: Reprodução)

Especialistas avaliam que o mercado imobiliário dificilmente irá repetir o desempenho de 2021, este ano. As manifestações ocorreram em webinário promovido no dia 24, pelo Instituto Brasileiro de Economia e Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre). A conjuntura atual com custo alto para acessar crédito e a Inflação dos insumos da construção civil, devem frear a reação que o setor experimentou em 2021.

Pela análise dos especialistas no webinário, em 2021 houve uma rápida reação desse mercado ao choque sanitário, impulsionado por uma combinação de juros baixos e uma mudança comportamental das famílias, incentivadas a melhorar seu padrão de moradia devido à necessidade, imposta pelo isolamento, de somar ao espaço da casa as funções de escritório e sala de aula.

Isso impulsionou o setor da construção como um todo, com o aumento da compra de materiais para reformas e obras domésticas, ajudada pelo auxílio emergencial e a poupança gerada pelas restrições ao consumo de serviços. O segundo fato marcante foi a alta descontrolada do Índice Geral de Preços Mercado (IGP-M), principal indexador de contratos de aluguel, refletindo a disparada do preço das commodities frente à recuperação da economia mundial e os problemas nas cadeias globais de abastecimento. Isso forçou inquilinos e proprietários a negociar uma trégua dos termos contratuais e fixar reajustes mais de acordo com a realidade das famílias.

No evento, Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos de Construção do FGV Ibre lembrou que o mercado imobiliário vinha se recuperando em 2019 da de 2014-2016, mas acabou registrando um desempenho surpreendente em 2020, graças à redução das taxas de juros e o deslocamento da poupança das famílias para esse mercado. Mas a mudança do cenário de crédito devido à alta de juros e à incerteza pode reverter essa dinâmica. O índice de Confianla da Construção, em Janeiro, registra uma queda de 3,9 pontos, para 92,8 pontos, indicando maior pessimismo do setor.

A inflação também está embutida nos custos de construção, o que significa imóveis mais caros do que há um ano, disse Alberto Ajzental, professor da FGV Eaesp, coordenador de Novos Negócios Imobiliários do FGV IDE. “Esse encarecimento também chega via juros, já que a construção é uma atividade intensiva em capital e o financiamento de uma obra custará mais caro”, lembra. “Além de um imóvel provavelmente mais caro, e um crédito mais caro, o poder de compra das famílias também é comprometido pela inflação, ampliando a distância entre o bem e a capacidade de compra dessas famílias”, descreve.

Ana Maria Castelo  defende a necessidade de, diante do empobrecimento da população e da tendência de precarização da moradia entre famílias de baixa renda, se olhar com mais atenção à outra ponta do mercado, da população dependente de politicas públicas para garantir onde morar – hoje atendida pelo programa Casa Verde e Amarela, que em 2021 sofreu corte orçamentário.

Com informações da FGV Ibre e Blog Conjuntura Econômica

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