quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Reunião do CAS tem menor valor de investimentos desde 2020

A previsão de investimentos na pauta do CAS teve queda de 73% em relação à última reunião, em fevereiro. O número retomou o nível de 2020, na casa dos milhões de reais.
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Após manter média de bilhões em reais em investimentos de projetos submetidos ao Conselho de Administração da Suframa (CAS) ao longo de 2021, na primeira reunião após a redução das alíquotas do IPI, a previsão de aplicação de recursos retornou à casa dos milhões, nível registrado ao longo de 2020, auge da pandemia da Covid-19. A pauta a ser analisada na 303ª reunião ordinária do conselho, nesta quinta-feira (28), prevê investimentos de R$610 milhões, o que representa uma queda de 73% em relação ao quantitativo de R$2,3 bilhões da pauta aprovada em fevereiro.

Apesar da redução nos valores destinados à implantação de projetos industriais, o volume de projetos se manteve. A pauta da reunião que ocorrerá no dia 28 de abril conta com 34 projetos projetos industriais, de serviços e agroindustriais, sendo 13 de implantação e 21 de diversificação, ampliação ou atualização. Ao longo do último ano a média de projetos aprovados pelo CAS se manteve superior a 30 propostas.

Durante o ano de 2021 os valores aprovados para investimentos industriais ficaram entre R$1,7 bilhão e R$7,95 bilhões. Enquanto ao longo de 2020 o investimento total contabilizado durante todas as reuniões somou a aprovação de R$6 bilhões, ou seja, a cada bimestre as pautas apresentavam orçamentos em média de R$500 milhões.

Insegurança jurídica ‘trava’ investimentos

O presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco, afirma que as medidas tomadas pelo governo federal e que afetam competitividade a Zona Franca de Manaus (ZFM) faz com que o investidor tenha maior cautela para dar continuidade às implantações fabris, justificando a redução expressiva nos valores apresentados na pauta do CAS.

“A insegurança jurídica faz com que o investidor aguarde, repense as decisões. Os projetos aprovados anteriormente (pelo CAS) não se efetivaram porque as empresas têm até dois anos para realizarem os investimentos. Essa instabilidade jurídica decorrente das mudanças anunciadas em relação à redução do IPI, traz reflexo na efetivação ou não dos investimentos”, disse.

Segundo o presidente da Federação da Indústria do Estado do Amazonas (Fieam), Antonio Silva, os decretos de redução do IPI publicados pelo governo federal repercutem negativamente sobre o PIM. Porém, ele ressalta que apesar da insegurança jurídica causada, a manutenção do volume de projetos submetidos à apreciação do conselho demonstram a confiabilidade da ZFM junto aos investidores.

“Os indicadores, apesar da insegurança jurídica causada, denotam a confiabilidade do nosso modelo e a credibilidade que ele possui junto ao empresariado. É importante que nesse momento de volatilidade, tenhamos um sinalizador tão positivo. A manutenção da média dos projetos é muito significativa, o que demonstra a credibilidade e atratividade do nosso modelo”, comentou.

Texto: Priscila Caldas

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