quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Recursos em P&D na Amazônia ainda precisam de melhor direcionamento

Secretário nacional de inovação do Ministério da Ciência e Tecnologia reconheceu a carência de ações voltadas ao fortalecimento do setor de inovação voltadas à Amazônia.
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O secretário nacional de inovação do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCTI), Paulo Alvin, reconheceu a carência de ações voltadas ao fortalecimento do setor de inovação, pesquisa e desenvolvimento (P&D) voltadas à região amazônica. Em entrevista ao Real Time1 durante a abertura da 3ª edição da Feira Polo Digital de Manaus, o secretário falou que é necessário fortalecer a base de conhecimento local, se referindo às universidades e instituições de pesquisa.

Alvin disse que no país os investimentos destinados à Lei de Informática totalizam R$1,9 bi e um terço desse montante, o que corresponde a R$ 900 milhões é repassado à Amazônia, recurso do qual o Amazonas tem acesso.

Segundo o secretário, o valor repassado à Amazônia é expressivo, mas pode alcançar melhores índices. Ele relatou que apesar dos entraves, o Amazonas é considerado por instituições de pesquisa como região propícia ao desenvolvimento de pesquisas por conta dos recursos da Lei de Informática.

O secretário falou que é necessário que instituições fortaleçam a base de conhecimento.

“É necessário que universidades, Instituto de Ciência e Tecnologia (ICTs) sejam mais vocacionados com a região amazônica para que eles se apropriem desses recursos e consigam gerar conhecimento de interesse da região”, disse.

Falta direcionamento

Para o conselheiro do Codese, Ulisses Tapajós, os recursos poderiam ser melhor aproveitados. Ele destaca a necessidade de melhor direcionamento.

“Os recursos poderiam ser melhor aproveitados se tivessem direcionamento local mais objetivo. Deixamos de criar muitas oportunidades por não estar destinando adequadamente”.

Texto: Priscila Caldas

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