No segundo trimestre de 2021 cerca de 60% dos trabalhadores ocupados no Amazonas não possuem qualquer vínculo formal de emprego. É o que aponta a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua), divulgados nesta terça-feira (31) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Pelos números da Pesquisa, entre abril e junho de 2021, a taxa de informalidade para o Amazonas ficou em 59,7%.
O resultado representa o terceiro maior percentual do país, atrás apenas dos estados do Pará e do Maranhão, ambos com taxas de 60,5% no trimestre. No mesmo período, a taxa de informalidade para o Brasil foi de 40,6% da população ocupada.
De acordo com o IBGE, para o cálculo da taxa de informalidade da população ocupada são consideradas as seguintes populações: empregado no setor privado sem carteira de trabalho assinada; empregado doméstico sem carteira de trabalho assinada; empregador sem registro no CNPJ; trabalhador por conta própria sem registro no CNPJ; trabalhador familiar auxiliar.
Taxa de desemprego cai para 15,6%
Na comparação com o trimestre anterior, o número de desempregados no estado registrou queda. Segundo a PNAD Contínua, no primeiro trimestre do ano, os desempregados eram 330 mil, ou 17,5% da população na força de trabalho. Já no trimestre seguinte, esse número passou para 303 mil, ou 15,6%, ou seja, uma redução de 1,9 pontos percentuais.
No trimestre encerrado em junho, a taxa de desemprego também é inferior (-0,9%), em comparação com o mesmo período de 2020
Da mesma forma, cresceu o número de pessoas ocupadas. No segundo trimestre, 86 mil pessoas a mais se declararam ocupadas, crescimento de 5,5% na comparação com o trimestre anterior. Em um ano, o crescimento foi de 11,2% ou 166 mil pessoas a mais ocupadas, totalizando 1,6 milhão de pessoas.
Entre os setores, a agricultura aparece como o maior ocupante de mão de obra do estado, com 318 mil trabalhadores ocupados, seguido por 307 mil ocupados na atividade de comércio, veículos automotores e motocicletas, e pela atividade da administração pública, com 289 mil ocupados.
Número de empregados por conta própria sobe
No estado, 602 mil pessoas, ou 36,7% do total de ocupados, trabalhavam por conta própria, no 2º trimestre do ano. São 51 mil pessoas a mais trabalhando por conta própria no Estado, na comparação com o trimestre anterior, alta de 9,3%.
Na comparação com o 2º trimestre de 2020, são 135 mil pessoas a mais trabalhando por conta própria, alta de 28,8%. Dessas pessoas, 558 mil não possuíam CNPJ, ou seja, 92,7% delas estavam na informalidade.
No 2º trimestre, no Amazonas, havia 43 mil pessoas a mais trabalhando por conta própria, em relação ao 1º trimestre de 2021, e havia 126 mil a mais, em relação ao 2º trimestre de 2020.
A taxa de 36,7% de pessoas trabalhando por conta própria foi a segunda maior do país, atrás somente da taxa do Amapá (37,7%). O terceiro maior índice de trabalho por conta própria foi o do Pará (35,4%).
Fonte: IBGE Amazonas
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