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domingo, 16 de janeiro de 2022

Produção de motos sobe 26% em 2021 e tem melhor índice em 6 anos

No acumulado do ano, saíram das linhas de montagem 1.118.790 motocicletas. Esse é o melhor resultado para o período desde 2015 quando foram produzidas 1.212.075 unidades.

30 de dezembro de 2021

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Em novembro, as fabricantes do Polo de Manaus produziram 113.776 motocicletas (Foto: Reprodução)

A produção de motos no Polo Industrial de Manaus (PIM) cresceu 25,9% de janeiro a novembro. De acordo com dados da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), no acumulado do ano, saíram das linhas de montagem 1.118.790 unidades. No mesmo período do ano passado, foram fabricadas 888.515 motocicletas. Esse é o melhor resultado para o período desde 2015 quando foram produzidas 1.212.075 unidades.

O presidente da Abraciclo, Marcos Fermanian, afirma que os números comprovam que a indústria de motocicletas está na contramão da crise e iniciando um novo ciclo de expansão.

“Todas as fabricantes estão acelerando o seu ritmo de produção para atender à demanda que segue em alta, especialmente por modelos de entrada e de baixa cilindrada, muito utilizadas como instrumentos de trabalho e transporte de baixo custo”, diz.

Fermanian explica que o volume produzido até poderia ser maior, mas as linhas de produção ainda operam com restrições para atender aos protocolos sanitários e evitar a disseminação do coronavírus. “O maior distanciamento entre os postos de trabalho aumenta o tempo de fabricação. Além disso, devido à segunda onda do coronavírus, em Manaus, deixamos de produzir cerca de 100 mil unidades no primeiro bimestre”, completa. 

Em novembro, as fabricantes do Polo de Manaus produziram 113.776 motocicletas. O volume é 4,9% superior ao registrado em outubro (108.456 unidades) e 9,3% maior na comparação com o mesmo mês do ano passado (104.094 unidades).

Ao analisar o desempenho do setor, Fermanian afirma que a projeção de fabricar 1.220.000 motocicletas este ano deverá ser atingida, o que representa crescimento de 26,8% na comparação com 2020 (961.986 unidades).

O executivo acredita que a curva de aceleração deverá se manter nos próximos meses, no entanto, ressalta que ainda não é possível traçar perspectivas para o próximo ano.

“A falta de previsibilidade é uma grande preocupação: a chegada da variante Ômicron contaminou os mercados globais com pessimismo e, no Brasil, temos diversas incertezas no cenário político-econômico. Algumas medidas podem impactar negativamente o desempenho do setor”, avalia.

Vendas no varejo

No acumulado do ano, foram licenciadas 1.043.711 motocicletas, o que corresponde a uma alta de 27,8% na comparação com o mesmo período de 2020 (816.382 unidades).

Com 97.713 unidades emplacadas, a Scooter foi a categoria que registrou maior aumento percentual. De acordo com levantamento da Abraciclo, houve crescimento de 44% em relação às 67.847 registradas nos onze meses do ano passado. “A Scooter caiu no gosto dos brasileiros. É um modelo ágil, econômico e fácil de estacionar”, diz Fermanian. “O mercado de scooters tem grande potencial no Brasil”, destaca.

Já a categoria com maior volume de emplacamentos foi a Street, com 507.680 unidades. O volume é 24,3% superior ao registrado no mesmo período de 2020 (408.459 motocicletas).

Em novembro, as vendas no varejo totalizaram 105.740 motocicletas, o que corresponde a uma alta de 9% na comparação com outubro (97.000 unidades) e de 18,3% em relação ao mesmo mês de 2020 (89.409 unidades).

As três categorias mais emplacadas no ranking mensal foram Street (51.694 unidades e 48,9% do mercado), Trail (22.386 motocicletas e 21,2%) e Motoneta (15.250 unidades e 14,4%).

As motocicletas de baixa cilindrada (até 160 cilindradas) responderam por 81,2% das vendas. Em novembro, foram comercializadas 85.893 unidades. Já os modelos de média cilindrada (de 161 a 449 cilindradas) representaram 15,3% do mercado, com 16.155 unidades emplacadas. As motocicletas de alta cilindrada (acima de 450 cilindradas) tiveram 3.692 unidades licenciadas, o que corresponde a 3,5% do mercado.

Com 19 dias úteis, a média diária de vendas foi de 5.565 unidades. De acordo com dados da Abraciclo, esse foi o melhor desempenho para o mês desde 2014 (5.598 unidades).

Na comparação com outubro, que teve o mesmo número de dias úteis, houve aumento de 9% (5.105 motocicletas/dia). Já em relação ao mesmo mês do ano passado, com um dia útil a mais, a alta foi de 24,5% (4.470 unidades/dia).

Exportações de motos

Os embarques de motocicletas para o mercado externo cresceram 71,5%. De janeiro a novembro deste ano, foram exportadas 50.194 unidades. No mesmo período de 2020, os embarques totalizaram 29.273 unidades.

De acordo com levantamento do portal de estatísticas de comércio exterior Comex Stat, que registra os embarques totais de cada mês, analisados pela Abraciclo, a Argentina foi o principal destino, com 14.695 unidades e 28,6% do volume total exportado. Em segundo lugar, ficaram os Estados Unidos (11.167 motocicletas e 21,7%), seguidos bem de perto pela Colômbia (11.045 unidades e 21,5%).

“A retomada nas exportações era esperada. Havia uma demanda reprimida provocada pela pandemia do coronavírus, que fez os negócios despencarem. Esperamos manter esse ritmo nos próximos meses”, enfatiza Fermanian.

As exportações totalizaram 3.247 motocicletas em novembro. O volume foi 22,4% menor ao registrado no mês anterior (4.182 unidades). Na comparação com novembro de 2020, houve alta de 2,6% (3.164 motocicletas).

Ainda segundo o levantamento do portal de estatísticas de comércio exterior Comex Stat, analisado pela Abraciclo, as posições no ranking do acumulado do ano foram mantidas no levantamento mensal. A Argentina ficou em primeiro lugar, com 1.272 unidades e 36,8% das exportações, seguida pelos Estados Unidos (666 motocicletas e 19,3%) e pela Colômbia (480 unidades e 13,9%).

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