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quinta, 19 de maio de 2022

Produção de motos do PIM deve crescer quase 8% em 2022

Abraciclo projeta que a produção de motos deve atingir 1.290.000 unidades em 2022. Volume representa crescimento de 7,9% na comparação com as 1.195.149 produzidas em 2021.

21 de janeiro de 2022

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No varejo, a expectativa é que sejam emplacadas 1.230.000 motocicletas (Foto: Reprodução)

A Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo) projeta que a produção de motos deve atingir 1.290.000 unidades em 2022. O volume representa crescimento de 7,9% na comparação com as 1.195.149 motocicletas fabricadas no Polo Industrial de Manaus (PIM) no ano passado.

No varejo, a expectativa é que sejam emplacadas 1.230.000 motocicletas, o que corresponde a uma alta de 6,4% em relação a 2021 (1.156.074 unidades). As exportações deverão totalizar 54.000 unidades, alta de 1% sobre o volume registrado no ano passado (53.476 motocicletas).

As projeções de crescimento confirmam o cenário de recuperação gradativa da indústria de motocicletas, que vem retomando os volumes pré-pandemia. “Esperamos um cenário mais estável neste ano para conseguirmos atingir novamente os patamares de 2015, quando a produção ficou na casa do 1,2 milhão de unidades”, comenta Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo.

Fermanian explica que o avanço dos serviços de entrega e o maior uso da motocicleta nos deslocamentos urbanos, devido ao aumento dos preços dos combustíveis e a disponibilidade de crédito, estão entre os fatores que fazem a demanda pelo modal continuar em alta.

No entanto, a Abraciclo está atenta para algumas variáveis que podem impactar esse desempenho, como o aumento dos casos da variante Ômicron e da gripe H3N2, que podem afastar os colaboradores dos postos de trabalho e impactar a produção.

As instabilidades do cenário macroeconômico que influenciam desde o abastecimento e reorganização das cadeias produtivas, até a alta nas taxas de juros e do frete, por exemplo, também merecem atenção. “Também acompanhamos outros movimentos do cenário político e econômico que podem afetar o poder de compra do consumidor e impactar negativamente a demanda por motocicletas”, comenta Fermanian.

Fechamento 2021

A indústria de motocicletas fechou 2021 com a produção de 1.195.149 unidades, alta 24,2% na comparação com o ano anterior (961.986 motocicletas). O volume ficou 2% abaixo da expectativa da associação, que era de fabricar 1.220.000 motocicletas.

Os emplacamentos totalizaram 1.156.074 unidades, alta de 26,3% na comparação com 2020 (915.157 motocicletas).

“As limitações nas linhas de montagem fizeram com que, em 2021, tivéssemos dificuldade em atender à demanda crescente. Hoje a fila de espera é de cerca de 30 dias para modelos de baixa cilindrada e scooters. A tendência para os próximos meses é de normalização. Todas as associadas estão se esforçando para atender ao consumidor que espera, quer e precisa de uma motocicleta nova”, enfatiza Fermanian.

Resultados de dezembro

No último mês de 2021, 76.359 motocicletas saíram das linhas de montagem do Polo de Manaus. O volume é 32,9% inferior ao registrado em novembro (113.776 unidades). Na comparação com o mesmo mês de 2020, quando foram fabricadas 73.471 motocicletas, houve alta de 3,9%. “O recuo no nível de produção era esperado devido às férias coletivas que já estavam programadas”, explica Fermanian. “As fábricas aproveitam esse período para executar serviços de manutenção e instalação de novos equipamentos”, completa.

Com 112.363 motocicletas licenciadas, o mercado atingiu o segundo melhor resultado do ano e ficou atrás apenas de julho (112.538 unidades). O resultado foi 6,3% superior em relação ao mês anterior (105.740 motocicletas) e 13,8% maior na comparação com dezembro de 2020 (98.775 unidades).

Com 91.127 unidades vendidas no varejo, as motocicletas de baixa cilindrada representaram 81,1% do mercado. Já os modelos de média cilindrada tiveram 17.299 unidades emplacadas, o que corresponde a 15,4% do volume total de licenciamentos. As motocicletas de alta cilindrada responderam por 3,5% do mercado, com 3.937 unidades licenciadas.

As exportações de motocicletas em dezembro totalizaram 3.283 unidades, volume 1,1% maior do que o registrado no mês anterior (3.246 unidades). No entanto, na comparação com o mesmo mês do ano passado houve queda de 26,7% (4.477 motocicletas).

Segundo dados do portal de estatísticas de comércio exterior Comex Stat analisados pela Abraciclo, o maior volume foi embarcado para a Colômbia (1.496 unidades, o que corresponde a 32,2% do volume exportado). Em segundo lugar, ficou a Argentina (1.424 motocicletas e 30,6% do total exportado), seguida pelo Uruguai (492 unidades e 10,6%).

Fonte: Abraciclo

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