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terça, 25 de janeiro de 2022

Mais que tendência, marketing inclusivo é questão de sobrevivência para empresas

A luta por direitos sociais, como a pleiteada pelo movimento LGBTQIA+, por exemplo, tem direcionado empresas a adotarem novos formatos de campanhas publicitárias.

30 de junho de 2021

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Empresas adotam campanhas publicitárias em apoio aos movimentos sociais. (Foto: Reprodução)

Em defesa às causas sociais, empresas vivenciam um novo momento, com a adoção de campanhas de marketing que consideram as especificidades de cada público, aliado a questões mercadológicas. A mistura resulta em um produto inclusivo e sustentável. Para especialistas, a tendência é um marco e veio para ficar.

Na avaliação da consultora e professora universitária, Ângela Bulbol, o marketing atende às necessidades e aos desejos do consumidor e, nesse contexto, é impossível ignorar as especificidades existentes na sociedade, como por exemplo, no caso do movimento LGBTQIA+ (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais, Queer, Intersexo, Assexual).

Segundo Bulbol, é imprescindível que as universidades discutam temas como a homossexualidade, sem preconceitos, ultrapassando a etapa ideológica.

“É impossível ignorar as especificidades existentes na sociedade. Por que ignorar a robustez de um mercado que escolhe diferente de você? É preciso romper essa questão, que é um atraso para a sociedade. É uma questão de sustentabilidade dos negócios”, analisou a professora.

Orgulho LGBTQIA+

De acordo com o vice-coordenador do laboratório de psicodinâmica do trabalho da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Ronaldo Gomes, toda campanha publicitária que favoreça grupos menos favorecidos, ocorre em prol da democracia.

Gomes enaltece a iniciativa de empresas que externaram um novo direcionamento publicitário ao celebrarem o dia do orgulho LGBTQIA+, celebrado no dia 28 de junho.

“Vimos estabelecimentos que representaram a causa com festividade e com o intuito de alertar à população quanto aos seus direitos. Toda iniciativa que ocorre em defesa de outras organizações, é bem-vinda”, defendeu.

Para a coordenadora acadêmica da faculdade de psicologia da Ufam, Iolete Ribeiro, a luta por igualdade e por maior conscientização quanto aos direitos humanos chegou ao campo empresarial. Porém, ela destaca que ainda há um caminho longo a ser percorrido.

“Em todo o mundo ocorre a maior conscientização em relação aos direitos humanos e isso tem atingido o campo empresarial porque envolve os consumidores. Há um avanço nos direitos, mas ainda há um caminho longo na compreensão da sociedade quanto à igualdade dos direitos”, disse.

Preconceito e desinformação

Nesta terça-feira (29), um grupo de vereadores da Câmara Municipal de Manaus (CMM) usou 44 minutos do expediente para criticar novamente a campanha publicitária do Burger King (BK) em alusão ao Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+, celebrado no dia anterior (28).

Chamado de “canalhice sem tamanho” e “abominável” pelo vereador Jander Lobato (PTB), que propôs o debate na sessão da Casa legislativa, o vídeo da rede de fast food apresenta crianças e pré-adolescentes falando sobre diversidade sexual e de gênero ao lado dos seus pais ou responsáveis.

Com discursos de intolerância e homofobia, além do parlamentar do PTB, os vereadores Wallace Oliveira (PROS), Antônio Peixoto (PTC), Dione Carvalho (Patriota), João Carlos (Republicanos), Márcio Tavares (Republicanos), Professor Samuel (PL), Luís Mitoso (PTB), Eduardo Alfaia (PMN) e Marcel Alexandre (Podemos) também atacaram veementemente a campanha LGBTQIA+ do Burger King. Eles afirmaram ser defensores das crianças, da família tradicional e dos princípios cristãos.

Por meio de nota, o Burger King explicou que “o desenvolvimento da campanha ‘Como Explicar’, voltada e pensada especificamente para o público adulto, contou com a curadoria de especialistas em psicologia para garantir o uso de uma linguagem adequada, bem como uma consultoria de diversidade e das ONGS Mães pela Diversidade e APOLGBT. O Burger King reforça seu compromisso de contribuir na construção de uma sociedade cada vez mais plural e com o respeito como princípio básico”.

“No BK, acreditamos no respeito como princípio básico de todas as relações humanas e não toleramos o preconceito. Aqui, todas as pessoas são bem-vindas”, completa a nota.

Confira o vídeo abaixo:

Texto: Priscila Caldas

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