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quarta, 01 de dezembro de 2021

Manaus ‘desconectada’: capitais com menor PIB atraem mais investimentos

Mesmo com o 6º PIB entre as capitais brasileiras, Manaus não figura em levantamento global sobre cidade com melhores condições para atrair e reter negócios, pessoas e ideias.

23 de novembro de 2021

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Manaus não figura entre as melhores cidades do país para se investir (Foto: Reprodução)

Com o sexto maior Produto Interno Bruto (PIB) entre as capitais brasileiras, Manaus ainda ‘come poeira’ em relação a atração e manutenção de investimentos. De acordo com levantamento global elaborado anualmente pela consultoria Kearney, a capital do Amazonas, com PIB de R$ 78 bilhões em 2018, segundo números do IBGE, não figura entre as melhores cidades do país para se investir.

Enquanto isso, Porto Alegre (R$ 77 bi), Salvador (R$ 63 bi) e Recife (R$ 25 bi), com PIB menores que o de Manaus, aparecem na lista das cidades com melhores capacidades para reter negócios, pessoas e ideias.

Para o titular da Secretaria Municipal de Trabalho, Empreendedorismo e Inovação (Semtepi), Radyr Júnior, a grande carência para essa atração de investimentos em Manaus é a falta de projetos, de fato consolidados, apesar da ‘cultura empreendedora altíssima’ da população.

“O investidor quer saber em que ele vai investir e por quanto tempo o plano de negócios será viável. Os projetos locais precisam compartilhar todos esses itens”, acredita.

Ainda segundo o secretário, a atração de investimentos tem sido um mote da prefeitura. De acordo com o gestor, o executivo municipal enviou uma comitiva à Expo Dubai com a a intenção de apresentar projetos locais e captar investimentos para a cidade.

Distância deixa Manaus ‘desconectada’

O presidente do Conselho de Desenvolvimento Econômico, Sustentável e Estratégico (Codese), Euler Guimarães, diz que a distância geográfica da capital do Amazonas em relação ao centro econômico do país pode ser um dos fatores que contribuem com a baixa procura dos investidores.

“Temos, aqui em Manaus, uma configuração um pouco diferente do que a gente tem no Sudeste e até mesmo no Nordeste. Nossa distância geográfica, de certa forma, tem uma influência e Manaus acaba ficando um pouco desconectada do que está acontecendo no Brasil”, avalia.

Como exemplo dessa ‘desconexão’, Euler cita o baixo número de startups existentes em Manaus.

“Manaus é uma cidade com 2 milhões de habitantes e, se formos olhar para o número de startups, elas não passam de 100. Isso é desproporcional com o que está acontecendo em outros lugares no Brasil”.

Oportunidade para investimentos

Para a Codese, a cidade tem um grande potencial econômico para ser explorado.

O presidente explica que, como representantes da sociedade civil organizada, a entidade pretende contribuir para que Manaus esteja entre as 10 melhores cidade do país para se viver e as 20 melhores cidades para se investir e fazer negócios até o ano de 2038.

Para isso, a estratégia será o fortalecimento do Polo Digital de Manaus. Hoje, o ecossistema de tecnologia instalado na capital do Amazonas tem receita anual de R$ 16 bilhões, o quinto maior faturamento do país em termos de economia digital.

A ideia é aproveitar os benefícios da Lei de Informática da Zona Franca de Manaus, que destina 5% do faturamento das empresas de tecnologia do Polo Industrial de Manaus, para serem aplicados em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação.

“A gente tem uma Lei de P&D que nenhuma outra cidade no Brasil tem. Arredondando, temos cerca de R$ 1 bilhão em recursos que podem ser investidos em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação e isso só a gente tem. Isso configura uma base muito interessante, muito sólida para a gente evoluir e crescer”, conclui Euler Guimarães.

Reportagem: Lucas Raposo

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