quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Hotelaria reage e tem ocupação de 23% nos primeiros dias de maio

Aumento na taxa de ocupação foi de 5% de abril para maio. Apesar da leve recuperação, segmento sente impactos da menor demanda decorrente da gravidade da pandemia no país.
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O segmento hoteleiro registra leve recuperação na demanda, após meses de interrupção nos trabalhos por conta da pandemia. Nos primeiros dias de maio, a taxa de ocupação dos hotéis é de 23%, em relação à capacidade total de leitos ofertados. Em abril, esse índice era de 18%, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Hoteis do Amazonas (ABIH-AM).

O presidente da ABIH-AM, Roberto Bulbol, informa que o fluxo de clientes recepcionados nos hotéis, atualmente, é considerado como normal. Ele avalia que a insegurança da população em viajar, por conta da pandemia, consequentemente, gerou reestruturação na malha aérea e afetou diretamente o receptivo no estado.

Empresas reduziram a oferta de voos, aumentaram as conexões, interromperam voos internacionais, dentre outras mudanças, que constantemente são anunciadas pelas empresas aéreas.

“Sentimos um crescimento lento na frequência dos hotéis, uma pequena retomada. Apesar da redução de casos e de óbitos por Covid-19, no estado, nas demais regiões do país a crise está severa e as pessoas têm medo de viajar. Somente a vacinação proporcionará segurança ao turista”, disse.

“Sofremos por dificuldade logística e precisamos dos turistas, que só conseguem chegar ao estado por transporte aéreo”, completou.

Reestruturação para não fechar as portas

Segundo Bulbol, desde o período mais severo da pandemia até os dias atuais, para não fechar as portas, os proprietários dos hotéis optam pelas reformas nos prédios e adoção de medidas trabalhistas.

“É difícil manter uma estrutura em funcionamento, sem hóspedes. Alguns optam por reformas, manutenção, fechamento de departamentos dos hotéis, redução de horários dos colaboradores, escala de trabalho, e em último caso, demissões”.

O presidente estima que desde o início da pandemia o setor já registrou redução no quadro laboral de aproximadamente 58% do total de funcionários registrados antes da pandemia.

Texto: Priscila Caldas  

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