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terça, 21 de setembro de 2021

Gasolina mais cara gera desistência de motoristas por aplicativo

Em três meses cerca de nove mil motoristas retornaram às atividades anteriores ou seguiram em atividades em paralelo. O motivo são os aumentos no preço dos combustíveis.

27 de agosto de 2021

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Motoristas de transporte por aplicativo estão desistindo da profissão. (Foto: Reprodução)

No período de junho a agosto deste ano cerca de 30% dos motoristas por aplicativo desistiram da atividade por conta dos constantes reajustes no preço dos combustíveis, principalmente da gasolina. Do total de 65 mil profissionais cadastrados na Associação de Motoristas por Aplicativo de Manaus (Ameap), nove mil optaram por retornar às atividades anteriores ou ter outra atividade em paralelo.

De acordo com o presidente da Ameap, Alexandre Matias, há um ano o segmento enfrenta uma espécie de ‘efeito sanfona’, com a saída ou desistência de 40% dos motoristas por aplicativo no início da pandemia, seguido do retorno desses trabalhadores no início de 2021 e de um novo quadro de desistência e de perda de profissionais em junho.

Matias explica que obter ganho por meio do transporte por aplicativo ficou difícil por conta dos reajustes quase semanais no preço dos combustíveis somado ao aumento das taxas cobradas pela empresas de aplicativo.

“Muitos trabalhadores retornaram às atividades que desenvolviam anteriormente, outros atuam em algo em paralelo, deixando de se dedicar ao transporte em tempo exclusivo. O resultado, é um alto índice de passageiros e queda no número de motoristas. Os gastos para o motorista só aumentam e inviabilizam a atuação”, disse Matias.

“No início da atividade, em Manaus, as empresas cobravam entre 5% a 17% sobre o valor da corrida. Agora, esses descontos ficam entre 35% e 40%. Isso, somado ao valor da gasolina torna muitos percursos inviáveis por isso, muitos motoristas desistem de aceitar determinados chamados de clientes”, completou.

Uber e 99 tentam auxiliar o motorista

Por meio de nota a Uber informou que vem acompanhando os aumentos no preço dos combustíveis nos últimos meses e que tenta ajudar os motoristas cadastrados na plataforma por meio de programas promocionais.

“A Uber vem acompanhando os aumentos no preço dos combustíveis nos últimos meses e entende a insatisfação causada pelos seus impactos em todo o setor produtivo e, por isso, a empresa tem intensificado esforços para ajudar os motoristas parceiros a reduzirem seus gastos. Por meio do programa de vantagens Uber Pro, a empresa lançou em 2021 diversas iniciativas e promoções para aumentar os ganhos em todos os tipos de viagem, de curta ou longa distância”.

A Uber ainda citou que registra demanda crescente nos chamados, o que amplia as margens de ganho dos motoristas.

“Os ganhos de quem dirige com o app da Uber têm sido os maiores desde o início do ano. Em Manaus, por exemplo, os parceiros que dirigiram por volta de 40 horas ganharam, em média, de R$ 1.200 a R$ 1.300 na semana. Em um mês, significa que os motoristas estão com média de ganhos superior à média salarial de várias profissões no país”.

De acordo com a 99, que também respondeu por meio de nota, a empresa realizou investimentos de R$90 milhões em novos produtos e modalidades durante a pandemia para atender ao público que precisou se locomover durante a pandemia. Os investimentos resultaram em aumento na demanda pelo serviço.

“O resultado foi o crescimento do uso do carro por aplicativo principalmente pela classe C, que precisou sair de casa para trabalhar. Ou seja, a plataforma não registrou alteração no número de motoristas cadastrados, mas sim o aumento de demanda”.

Em outro trecho da nota a empresa cita “…Neste ano, a companhia já garantiu mais de R$ 3,1 milhões em desconto nos postos da rede Shell em todo o país. Importante observar também que todas as promoções são subsidiadas pela plataforma, sem ônus para o parceiro. Além disso, a empresa lançou, um pacote de ações para reduzir o impacto do aumento dos combustíveis e oferecer maior ganho para os parceiros”.

Texto: Priscila Caldas

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