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terça, 21 de setembro de 2021

Com pandemia controlada, cresce a demanda de transportes por aplicativo

Apesar de os chamados nos aplicativos terem aumentado em 35% no semestre, cobranças de taxas pelas empresas e aumento no preço dos combustíveis inviabiliza as viagens.

6 de agosto de 2021

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Demanda por transporte por aplicativo cresceu 35% no semestre. (Foto: Reprodução)

A flexibilização das medidas restritivas de enfretamento à Covid-19, somada à ampliação da imunização, impulsionou a demanda por transporte por aplicativo no estado. Segundo a Associação dos Motoristas e Entregadores por Aplicativo do Amazonas (Ameap-AM), os chamados eletrônicos para viagens, na capital, cresceram 35% no primeiro semestre, em relação ao segundo semestre de 2020.

Segundo o presidente da Ameap, Alexandre Matias, após o retorno das atividades comerciais o volume de chamadas para viagens cresceu expressivamente. Ele afirma que as pessoas buscam alternativas que ofereçam segurança, sem possibilidade de aglomerações.

“Nada mudou na mobilidade urbana de Manaus e quanto mais degradante for o transporte público, melhor será o cenário para o transporte por aplicativo porque as pessoas buscam segurança, fogem de aglomerações e não querem perder tempo esperando o transporte. Em meio a esse cenário, as empresas, como a Uber, ‘cresceram o olho’ e elevaram as taxas cobradas pelos motoristas”, explicou Matias.

Uber confirma demanda crescente

Por meio de nota a Uber confirma tendência de crescimento na demanda em meio à pandemia.

“Pesquisa feita pelo Datafolha mostrou que brasileiros sem veículo próprio consideram que os aplicativos de mobilidade são, ao lado da bicicleta, o meio mais seguro para se locomover no contexto da pandemia. Dentre as plataformas existentes, a mesma pesquisa identificou que os entrevistados consideram a Uber a mais segura”, cita a empresa.

Em matéria divulgada pelo Real Time 1 no dia 20 de julho de 2021, a Uber negou que tenha aumentado a taxa de serviço cobrada dos motoristas parceiros pela intermediação de viagens. A empresa informou que no passado, a taxa da Uber era fixa em 25% e que desde 2018 a taxa se tornou variável e passou a fazer parte da estratégia da Uber em oferecer descontos como incentivo aos usuários para as viagens.

“Há confusão entre os motoristas parceiros sobre o valor da taxa porque em algumas viagens ele pode aumentar enquanto, em outras, pode diminuir. É por isso que todos os motoristas parceiros ativos recebem toda semana, por email, um compilado sobre os seus ganhos. Nesse email, é possível conferir quanto ele pagou de taxa Uber naquela semana”, cita a Uber.

Altas taxas impactam faturamento

Mas, o que era pra ser considerado positivo para os motoristas, virou um problema por conta da elevação nas taxas cobradas pelas empresas proprietárias das plataformas eletrônicas.

A situação ainda é agravada pelos constantes aumentos no preço dos combustíveis. Alexandre Matias afirma que ao pesar a distância a ser percorrida para o trajeto solicitado e o valor pago após o desconto da empresa, diversas vezes o motorista opta por cancelar a viagem.

“A Uber cobra entre 35% a 40% do valor da corrida. Dependendo do trajeto o consumo de combustível e o valor pago ao motorista não compensa aceitar ao chamado do passageiro. O fato é: a demanda vai continuar aumentando e as recusas aos chamados também continuarão ocorrendo”, alertou.

Conforme Matias, a categoria está sem alternativas em meio ao problema porque outras empresas do segmento como a 99 e inDriver também estão adotando as cobranças elevadas.

“As duas empresas se associaram. Na inDriver a taxa cobrada é de 10% sobre o valor da viagem e na 99 a negociação é feita pelo aplicativo”.

Texto: Priscila Caldas

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