quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Estudo analisa espécies de açaí comercializadas no Amazonas

Pesquisa resultou na elaboração de uma cartilha com diretrizes para a colheita, manejo, produção, venda e consumo do açaí.
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Projeto de estudo conta com apoio do Governo. (Foto/ Acervo da doutora Klenicy Yamaguchi, coordenadora do projeto)

Um estudo científico realizado no Amazonas investigou as duas espécies de açaí comercializadas no estado, analisando mecanismos para melhorar a produção e venda do fruto.

Além disso, a pesquisa resultou na elaboração de uma cartilha com diretrizes para a colheita, manejo, produção, venda e consumo do açaí, com o objetivo de garantir a qualidade do alimento e minimizar riscos de contaminação.

A pesquisa foi financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e foi realizada em municípios do Médio Solimões.

Um dos objetivos do estudo foi definir regras de manuseio que minimizem os riscos de contaminação do açaí. Em 2021, o Amazonas registrou casos de Doença de Chagas associadas ao consumo do fruto contaminado pelo parasita Trypanossoma cruzi.

A coordenadora do estudo e doutora em química Klenicy Yamaguchi, do campus de Coari (distante 363 quilômetros de Manaus) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), ressaltou a importância do esclarecimento sobre as diferenças entre as espécies de açaí para a comercialização do fruto e a implementação de medidas de segurança.

“O esclarecimento sobre as diferenças dos açaís contribuiu com novas perspectivas para a comercialização do fruto, com medidas de segurança para evitar contaminações”, informou.

As informações obtidas no estudo também podem contribuir para medidas de saúde pública, uma vez que a falta de cuidados e higiene na manipulação do açaí pode levar a doenças associadas ao consumo.

Espécies de açaí analisadas

No estudo, foram analisadas as espécies Euterpe precatoria e Euterpe oleraceae, conhecidas popularmente como “açaí do Amazonas” e “açaí do Pará”, respectivamente. Os resultados indicaram a presença de substâncias bioativas e ausência de contaminação por microorganismos nas amostras de açaí comercializadas nos municípios estudados.

A diferenciação entre as espécies pode ser feita por meio das características botânicas das árvores durante a colheita. O projeto também teve como objetivo incentivar a produção e o consumo do açaí, fortalecendo o setor primário e fornecendo informações sobre as características do fruto.

Equipe de estudo

A equipe de estudo contou com a participação de 16 pesquisadores de diversas instituições de ensino e pesquisa, incluindo a Ufam, a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), o Instituto Federal do Amazonas (Ifam) e o Instituto Militar do Exército (IME).

O estudo, intitulado “Avaliação das diferentes espécies de açaí comercializadas na região do Médio Solimões”, foi concluído em 2020 e recebeu investimento da Fapeam por meio do Programa Universal Amazonas.

Esse programa tem como objetivo fomentar projetos de pesquisa científica, tecnológica, de inovação ou de transferência tecnológica em instituições de pesquisa e ensino superior.

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