O governo do estado arrecadou R$1.144.639.141,83 em agosto, segundo a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz). O montante representa, em real, descontada a inflação, incremento de 1,75% em relação a igual período de 2020. Enquanto no acumulado do ano o crescimento chegou a 13,40%, com saldo superior a R$9,2 bilhões.
Segundo o secretário da Sefaz, Alex Del Giglio, a arrecadação encerrou o segundo quadrimestre de forma positiva, resultado puxado pelo Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Ele destacou a fatia expressiva de contribuição do setor industrial, seguido do comércio e segmento de serviços.
O ICMS foi responsável por mais de R$1 bi na arrecadação em agosto e por mais de R$8,3 bi de janeiro a agosto.
“O setor que contribui de forma mais expressiva é a indústria. Enquanto os segmentos de comércio e serviços contribuem com menos pujança uma vez que são setores que em meio aos momentos de crise demoram um pouco mais para se recuperar. Mas, esperamos que nos próximos meses indústria, comércio e serviços cresçam expressivamente”, analisou.
Em agosto, o setor industrial arrecadou R$ 473.405.861 aos cofres públicos. O comércio contribuiu com R$ 441.271.438 e setor de serviços com R$ 98.607.307.
Conforme Alex Del Giglio, as perspectivas para a arrecadação tributária do estado para os próximos meses seguem otimistas.
“Esperamos que esse crescimento continue vigoroso para o último quadrimestre com incremento de receita da ordem entre 8% a 10% em termos reais”, disse.
“O crescimento é importante porque garante ao estado saúde financeira, bem como a realização de investimentos, tanto com capital próprio, considerando esse crescimento de receita, como com capital de terceiros por meio de financiamentos com organismos multilateriais e bancos públicos domésticos”, completou.
Texto: Priscila Caldas
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