A estrutura portuária do estado já sente os impactos da subida dos rios. Com menor área disponível para atracação, as balsas aguardam a saída de outra embarcação para iniciar o descarregamento das cargas. O tempo de esvaziamento das balsas, que era de dois dias, agora, acontece em oito dias.
O diretor do Sindicato das Empresas de Navegação Fluvial no Estado do Amazonas (Sindarma), Dodó Carvalho, conta que a subida rápida do nível das águas prejudica a operação tanto nos portos da capital, quanto nas estruturas do interior do estado.
Em municípios como Tefé, Coari e Parintins os reflexos da cheia e do atraso nos desembarques incidiram no aumento no valor do frete.
“O aumento no tempo de espera para o desembarque das cargas consequentemente eleva o tempo para a conclusão de uma viagem. Logo, a balsa que fazia três viagens por mês, agora, só cumpre uma viagem e meia, no mesmo período. Caso as águas continuem subindo poderemos ter atividades em alguns portos interrompidas”, disse Carvalho.
As balsas transportam cargas, que chegam a Manaus, ou que saem para o interior do estado. Ao atracar no porto, os produtos são transferidos aos caminhões, que transportam os produtos ao local destinado.
Texto: Priscila Caldas
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