quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Empresário de turismo diz que voos para interior do AM estão ameaçados

Empresário teme que companhia nacional Gol que comprou a MAP priorize as operações para aeroportos de São Paulo e encerre operações para cidades do interior do Amazonas.
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.Voos de Manaus para as cidades de Tefé, Coari, Tabatinga e Eirunepé, entre outras, podem deixar de existir, segundo o empresário do ramo de turismo, Orsine Júnior. Ele teme que os investimentos direcionados à aviação regional podem ser extintos devido a compra da MAP Transportes Aéreos,, pela Gol Linhas Aéreas, em junho do ano passado.

Para Orsine Júnior, por conta da transação comercial, a Gol passará a investir mais nos slots nos horários de Congonhas, ou seja, vai direcionar mais recursos financeiros para pousar e decolar no aeroporto paulista. A situação, segundo ele, prejudicará a saída de voos de Manaus para municípios do interior do Estado.

“Essa é uma das nossas preocupações e que pode frear o desenvolvimento do turismo amazonense. Caso não haja o investimento necessário, cidades com atividades turísticas em expansão tendem a ser prejudicadas e ficar isoladas, já que voos para essas localidades tendem a ser reduzidos ou até mesmo extintos”, pontuou o empresário.

Orsine Júnior lamentou não haver voos de Manaus para Barcelos e Maués, destinos com enorme apelo turístico. Para ele, se esses destinos recebessem voos, o desenvolvimento econômico seria impulsionado.

“Barcelos atrai milhares de turistas todos anos devido à pratica da pesca esportiva e Maués tem praias maravilhosas, mas o acesso a essas cidades se dá apenas por barcos e, se não lutarmos por melhorias, o sonho de chegar a esses destino por via aérea torna-se cada vez mais distante. Temos de lutar para progredir e não retroceder”, disse.

O empresário sugere investimentos em aeródromos e medidas como adoção de linhas créditos para a aquisição de aeronaves entre outras medidas para estimular a aviação na Amazônia.

Antes da compra, a MAP era a quinta maior empresa aérea brasileira, com frota de sete aeronaves ATR e 70 assentos que operavam em rotas da Região Amazônica, a partir do aeroporto de Manaus, e nas Regiões Sul e Sudeste, a partir do Aeroporto do Congonhas.

Com informações da Assessoria

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