A VoePass Linhas Aéreas, antiga Passaredo, que também controla a MAP Linhas Aéreas, retoma suas operações em 10 destinos da região Norte.
Das 10 cidades, 7 são no Amazonas, a partir de 3 de julho. No total, serão 30 voos semanais no Norte do país.
Em suma, a empresa restabelece uma importante malha aérea no Amazonas e Pará. Malha até então deficiente ou quase inexistente, onde, por vezes, o avião é a única opção.
Em comunicado da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), de 22 de março, a VoePass havia solicitado suspensão das atividades, por três meses.
A VoePass alegou baixa demanda por voos e, consequentemente, grande aumento de solicitações por reembolso devido à pandemia de coronavírus ao Brasil.
Destinos
São 10 destinos no Norte que voltam a ter trechos operados pela companhia. A VoePass assumiu a gestão da MAP Linhas Aéreas em 2019. À época a MAP tinha, por exemplo, mais da metade de sua frota parada por irregularidades.
As cidades atendidas são: Manaus, Parintins, Itaituba, Altamira, Belém, Eirunepé, Carauari, Coari, São Gabriel da Cachoeira e Lábrea.
Além dos voos no Norte, a Voepass também retorna na mesma data operações em Ribeirão Preto, Rio de Janeiro e São Paulo (Aeroporto Internacional de Guarulhos).
“A região norte é um mercado consolidado. Assim, estamos prontos para atender a demanda neste momento”, ressaltou José Luiz Felício Filho, presidente da VoePass.
Outra novidade é que novas aeronaves ATRs foram incorporadas na frota para atender a região. E seguindo todo padrão operacional e de confiabilidade, além de ganharem comunicação visual da VoePass.
“A companhia assumiu a gestão da MAP Linhas Aéreas e a frota foi remodelada. Para esclarecer, estão em conformidade com as outras aeronaves da companhia que atualmente operam em todo Brasil”, explica Felício.
Inquérito Civil e salários atrasados
Como MAP Linhas Aéreas, a empresa já enfrentava desafios em sua malha aérea e também nos planos de ampliar operações na Região Norte, especialmente com a grande quantidade de aeronaves paradas.
Em março deste ano, o Ministério Público do Amazonas (MPAM), por intermédio da 1ª. Promotoria de Parintins, instaurou Inquérito Civil (IC).
O objetivo do inquérito é investigar suposta prática abusiva da empresa MAP Linhas Aéreas, com frequentes cancelamentos dos voos de chegada e de partida da cidade de Parintins (AM).
Para a instauração do procedimento, a promotora de Justiça Eliana Leite Guedes do Amaral considerou que o transporte aéreo é serviço essencial e que as concessionárias de serviço público se enquadram no conceito de fornecedor, “à luz do art. 3º do Código de Defesa do Consumidor”.
Em abril, ou seja, em plena pandemia, o Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA) ajuizou ação coletiva pelos direitos dos trabalhadores que estavam com salários e diárias de alimentação atrasados desde março.
A VoePass propôs aos colaboradores licença não-remunerada compulsória e o pagamento do mês de março em duas parcelas (abril e maio), assim como proposta de demissão voluntária.
A VoePass
É uma empresa atuando no mercado regional de passageiros, sendo a mais antiga empresa brasileira do setor em operação.
Possui uma frota de 15 aeronaves ATR 42 e ATR 72, com capacidade para 48 e 70 passageiros.
Antes do início da pandemia, atendia a 47 destinos em todas as regiões do Brasil, tendo iniciado em outubro de 2019 a operação de 158 slots semanais no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo.
Com a retomada das operações, passa a atender a 13 destinos do Brasil.
O efetivo total é de 1.100 colaboradores diretos, a VoePass opera dentro do padrão IOSA, um certificado de excelência operacional internacional da IATA. As operações são realizadas em codeshare e interline com as congêneres Gol Linhas Aéreas e Latam.