quinta-feira, 5 de novembro de 2026

Em 10 anos, AM perde participação na receita de serviços da região

Participação do estado na receita bruta total do setor no Norte, passou de 40%, em 2010, para 38,2%, em 2019. Mesmo assim, serviços do AM ainda lideram a receita na região.
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O Amazonas perdeu participação na receita bruta total da Região Norte, partindo de 40,0%, em 2010, para 38,2%, em 2019. Mesmo com as perdas, o estado ainda é líder na geração de receita do setor de serviços no Norte.

Já o Pará, o segundo Estado em participação na receita bruta de serviços do Norte do país, registrou alta entre 2010 (34,2%) e 2019 (36,5%). O Estado da Região com maior perda na participação foi Rondônia, partindo de 9,7%, em 2010, para 7,5%, em 2019, ou seja, queda de 2,2 pontos percentuais.

Fonte: Pesquisa Anual de Serviços – 2019/IBGE

Os dados são da Pesquisa Anual de Serviços – 2019, divulgados nesta quarta-feira (25), pelo IBGE. Além de apresentar dados sobre a receita bruta, o levantamento também traz número de empresas, empregos e valores de remunerações pagas, retratando as características estruturais do setor. 

De forma geral, a Região Norte manteve a participação de 2,7%, no total da receita bruta do país. A Região Sudeste domina, com 63,9% de participação, seguida pelo Sul (15,5%), Nordeste (10,2%), Centro-Oeste (7,7%) e Norte (2,7%).

O segmento de Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio foi responsável pela maior parte da receita bruta de serviços, no Amazonas, com 46,1% de participação (9,1 bilhões). Já o segmento de Serviços profissionais, administrativos e complementares foi o que mais empregou pessoas no setor de Serviços, em 2019, no Amazonas, 45,9% do total (58.186 pessoas).

Ainda segundo a pesquisa, entre 2010 e 2019, no Amazonas, cresceram também o número de empresas do setor de serviço (37,3%) e também de empregos (13,2%). Por outro lado, os salários tiveram queda.

De 2010 para 2019, o crescimento no número de empresas no Estado foi de 37,3%, o que representou mais 1.817 novas empresas em dez anos. Este é um crescimento decorrente da evolução do mercado, e influenciado pelas exigências fiscais e tributárias quanto à regularização dos prestadores de serviços.

No mesmo período, no Amazonas, todos os grandes segmentos da pesquisa apresentaram aumento no número absoluto de pessoas ocupadas, registrando acréscimo total de 14 mil e 778 pessoas, o que representa 13,2% de crescimento no período. Esse aumento também se verifica em relação entre 2019 e ano anterior (2018), que registrou crescimento de 8,3%.

Já a remuneração média paga aos trabalhadores nas empresas prestadoras de serviços não financeiros do Amazonas apresentou redução entre 2010 e 2019, passando de 2,1 para 1,9 salários mínimos. Os menores salários médios mensais foram apontados nos segmentos de Serviços prestados principalmente às famílias (1,4 s.m.), e também nos serviços de manutenção e reparação (1,4 s.m.); já o maior salário médio mensal foi o dos Serviços de informação e comunicação (3,3 s.m.). 

Fonte: IBGE Amazonas

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