Economistas consideram a possibilidade de investimento em ações da Eletrobras como vantajosa e com baixo risco de descapitalização. As reservas para as compras das ações puderam ser feitas com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Os trabalhadores usaram até 50% do saldo de cada conta vinculada para comprar as ações.
Na avaliação do economista Francisco Mourão Júnior, vale a pena o trabalhador investir parte do FGTS na capitalização da empresa. Ele destaca que apesar do andamento do processo de privatização, o governo ainda será responsável por parte da Eletrobrás, proporcionando certa segurança ao investidor.
Em paralelo, Mourão Júnior alerta para uma incerteza que é a manutenção da rentabilidade no setor energético.
“A compra de ações é positiva para o investidor. O único ponto a ser observado é se o governo, apesar da privatização, ainda vai ditar preço no setor energético. As ações são adquiridas com a visão que a empresa a qual a pessoa fará parte, tenha ou crie a rentabilidade que o mercado pede. A única incerteza, no longo prazo, é como será essa rentabilidade no setor que é altamente estratégico”, comentou.
Para o economista, Alberto Machado, em qualquer situação a utilização de recursos do FGTS sempre é vantajosa para o investidor. Ele considera que a expectativa para o país é de ampliação dos serviços no setor energético, principalmente pela chegada da tecnologia 5G.
“Em relação a esse investimento há baixo risco de perda do valor investido. As expectativas de investimento na Eletrobras estão expressivas. O país está aderindo ao 5G e isso trará ampliação ao setor energético com maior demanda por energia elétrica. Para quem tem dinheiro, certamente é um bom investimento”.
Texto: Priscila Caldas
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