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terça, 25 de janeiro de 2022

Dragagem do Rio Madeira deverá ser adiantada e ter nova metodologia

A dragagem contribui para o escoamento de produtos das regiões Norte e Centro-Oeste do país. Os trabalhos acontecem anualmente e em 2022 deverá ocorrer no primeiro semestre.

24 de agosto de 2021

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DNIT pretende adiantar obras de dragagem e utilizar novo método. (Foto: Divulgação)

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) pretende adiantar as obras de dragagem do Rio Madeira, em 2022. O desassoreamento, que anualmente ocorre no segundo semestre, deve ter os trabalhos iniciados e concluídos entre os meses de março e junho. A alteração ocorrerá em decorrência de uso de nova metodologia, as dragas hopper.

O DNIT informou que firmou novos contratos, com vigência até 2024, para a execução e supervisão dos trabalhos. Neste ano, a dragagem iniciou em julho e deverá encerrar no dia 15 de novembro de 2021. A previsão do contrato é dragar 1.260.000 m³ de sedimentos.

O novo contrato de dragagem possibilita o emprego de duas metodologias: a primeira, com dragas de sucção e recalque (combinam escavação e sucção). Funciona através de uma ferramenta rotativa de corte, onde o solo é desalojado para que possa ser transportado pelo tubo de sucção.

A segunda metodologia é o processo com dragas autotransportadoras de cisterna, ou, draga hopper, que são navios com propulsão própria, que contêm cisternas para armazenagem do material dragado no interior dos cascos. Equipado com um ou dois tubos de sucção e indicado para operação em solos de difícil sucção.

“Para este ano, em função do período de início dos serviços e da autorização do Ibama, foi mantida a metodologia de sucção e recalque, já usada nos anos anteriores. Para o ano de 2022, o DNIT pretende empregar dragas hopper, o que exige que a dragagem seja iniciada e concluída entre os meses de março e junho, informou o órgão.

Para o departamento, a antecipação da dragagem é importante para garantir a fluidez da navegação no estado. Porém, o órgão enfatiza que o adiantamento dos trabalhos depende de liberação por parte do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

“A antecipação do período de dragagem poderá, eventualmente, proporcionar maior aproveitamento dos benefícios advindos da obra. Dependendo da intensidade do assoreamento do rio, reduzir os riscos associados à conciliação entre dragagem e o tráfego. Para isto, a dragagem com dragas autotransportadoras de cisterna tende a ser mais eficaz, estando prevista para 2022, caso haja liberação por parte do IBAMA”, respondeu o órgão.

Pontos críticos da navegação

Segundo o DNIT, os locais mais críticos para a navegação interior são os trechos de Curicacas, entre Porto Velho e Humaitá, e do Miriti, entre Humaitá e Manicoré. O órgão também recebeu solicitação para efetuar dragagem na travessia da BR-230 sobre o rio Madeira em Humaitá.

Para o diretor do Sindicato das Empresas de Navegação Fluvial no Estado do Amazonas (Sindarma), Dodó Carvalho, a dragagem ainda é um dos principais fatores que limitam o transporte fluvial no Amazonas.

“O Rio Madeira é um rio novo, de muitos sedimentos e que tem um sistema de dragagem complexo. Não é um sistema convencional que você tira o sedimento do local e põe em outro lugar. Existem trechos em que ocorrem autodragagem porque as passagens vão ficando mais aprofundadas. Em outros trechos, é necessário intervenção da engenharia. O DNIT vem avançando anualmente, só que a velocidade da ‘janela’ do Madeira (que seca e que enche) é muito rápida. Então é preciso ter muita agilidade”, comentou.

Texto: Priscila Caldas

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