O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aponta que o custo médio por metro quadrado da construção civil, no Amazonas, aumentou de R$ 1.317,45, em abril, para R$ 1.328,71, em maio. O aumento foi de 0,85%. O estado foi o quinto com o menor aumento nos valores.
O resultado também representa uma desaceleração de 0,31 ponto percentual em relação a abril (1,16%), o que pode significar uma leve desaceleração dos custos.
No Amazonas, o custo médio do material de construção, por metro quadrado, aumentou 1,73%, chegando a R$812, em maio, frente a R$ 798,48, no mês anterior. O resultado classificou o estado na décima classificação de maior valor cobrado por metro quadrado, entre os demais estados.
Já o custo médio da mão-de-obra apresentou redução de 0,49%, com o preço médio de R$516,41 a ser investido. Em abril, esse valor foi de R$518,97.
De acordo com o supervisor de disseminação de informações do IBGE no Amazonas, Adjalma Jaques, apesar de o estado amargar aumentos mensais nos valores dos materiais de construção, os resultados ainda se mostram abaixo da média atingida por outros estados.
“Em maio o custo da construção civil continuou sua escalada de aumentos, iniciada em março de 2020. Só nos primeiros cinco meses deste ano o indicador já acumula quase 5% de aumento contra uma inflação de 3,2%. Nos últimos 12 meses o indicador acumula crescimento de 16%.
Mesmo com os aumentos mensais o Amazonas ainda possui o nono menor preço do metro quadrado da construção civil em todo o país, uma vez q os aumentos mensais também estão ocorrendo em outros estados da federação”, analisou.
Para o presidente do Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Amazonas (Sinduscon-AM), Frank Souza, mesmo em meio ao cenário de variação constante de preços e ao enfretamento ao desabastecimento, no estado, a perspectiva para o setor para 2021 ainda é positiva.
“Nossos gargalos têm sido a escalada do aumento de preços e o desabastecimento. São fatores que desequilibram os contratos já existentes e encarecem o produto final. Mas, mesmo assim, mantemos perspectivas positivas para o segundo semestre deste ano”, disse.
Texto: Priscila Caldas
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