fbpx

quarta, 17 de agosto de 2022

Crise hídrica preocupa 90% dos empresários da indústria, aponta CNI

Risco de racionamento e aumento do custo da energia são as principais preocupações. Investimentos em eficiência energética e geração própria são as principais alternativas.

11 de agosto de 2021

Compartilhe

Levantamento realizado pela CNI ouviu 572 empresas (Foto: Reprodução)

Nove em cada 10 empresários da indústria brasileira estão preocupados com a atual crise hídrica. Os números constam de levantamento realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), que ouviu 572 indústrias.

De acordo com os números, a principal preocupação dos industriais se refere aos custos da energia, apontado por 83% dos entrevistados. Outros 63% se dizem preocupados com o risco de racionamento e 61% com a possibilidade de instabilidade ou de interrupções no fornecimento de energia.

A consulta empresarial revela também que 98% dos empresários acreditam que haverá aumento dos preços da energia e 62% consideram que é provável ou certo que haverá racionamento ou restrições de fornecimento de energia em 2021. Entre os empresários que consideram que as tarifas de energia serão reajustadas, 14% acreditam que aumentará pouco, 37% moderadamente e 47% muito.

Os impactos da crise hídrica sobre o mercado de energia elétrica ocorrem em razão da limitação da geração das usinas hidrelétricas, que representam cerca de 60% da geração no Brasil e são as fontes mais baratas de energia do país.

“Há uma preocupação clara com o risco de racionamento e do aumento de custo da energia. Isso pode ter impacto na retomada da produção do segmento industrial, em um momento em que a indústria começa a recuperar a sua produtividade”, afirma o especialista em energia da CNI Roberto Wagner Pereira.

“Esperamos que as medidas que vêm sendo adotadas pelo governo surtam o efeito esperado, no sentido de minimizar o risco de racionamento e evitar aumento de custo, para que a indústria consiga se recuperar prontamente dos enormes impactos gerados pela pandemia”, acrescenta o especialista da CNI.

Medidas de enfrentamento

As principais medidas que os empresários disseram que adotarão em resposta à crise hídrica são a intensificação de investimentos em ações de eficiência energética (34%) e em autogeração/ geração distribuída de energia (26%).

Parte dos empresários também manifesta preocupação com a possibilidade de racionamento de água (34%), aumento no custo da água (30%) e na instabilidade ou interrupção no fornecimento de água (23%). Alguns empresários também manifestaram preocupação com o potencial de uma crise hídrica e energética de frear o crescimento econômico e prejudicar a recuperação da economia. 

Entre os empresários consultados, 22% afirmam que pretendem mudar o horário de funcionamento de suas empresas para reduzir o consumo de energia em horário de pico em resposta à crise hídrica. No entanto, quase dois terços das empresas consideram que implementar essa alteração de horário é difícil ou muito difícil.

Perda de competitividade

Outro dado que chama a atenção é que mais da metade (52%) dos empresários acreditam que a crise hídrica reduzirá a competitividade de suas empresas. Segundo os dados, 39% consideram essa situação provável e 13% dizem que a perda de competitividade ocorrerá com certeza.

Os empresários dos setores que consomem mais energia são exatamente aqueles que mais acreditam que a crise hídrica afetará a competitividade. Entre as empresas cujo custo de energia representa até 9% do custo total, 46% acreditam em perda de competitividade com a crise hídrica. Para aquelas em que o custo fica entre 10% e 19%, 60% consideram que a crise prejudicará a competitividade. Para aqueles em que o custo da energia excede 20%, 68% acreditam que haverá perda de competitividade.

A consulta empresarial realizada pela CNI ouviu 572 empresas, sendo 145 de pequeno porte, 200 médias e 227 grandes. O campo foi realizado entre os dias 25 de junho e 2 de julho.

Fonte: Confederação Nacional da Indústria (CNI)

Leia mais:

Leia mais sobre Economia & Negócios

Confirmado: rede de cinemas UCI vai assumir salas do Manauara Shopping

Serão 10 salas, sendo uma delas XPLUS, que conta com uma tela gigante e projeção digital 4K, além do sistema Dolby Atmos, que cria a ilusão de um campo de som infinito.

17 de agosto de 2022

Presidenciáveis têm planos opostos sobre trabalho e privatizações

Em geral, candidatos evitaram se comprometer com propostas e metas específicas e trazem conteúdo vago e sem detalhes sobre como projetos serão implantados.

17 de agosto de 2022

Entra em vigor lei que institui regras trabalhistas para períodos de calamidade

Entre as medidas estão o teletrabalho, a antecipação de férias, a concessão de férias coletivas, o aproveitamento e a antecipação de feriados, banco de horas, entre outros.

17 de agosto de 2022

Instituto de Desenvolvimento Tecnológico abre Curso de Programação Python

Além dessa capacitação, o ITT também irá disponibilizar dois novos cursos: o de Inteligência Artificial e o de Especialização em 5G, inéditos em Manaus.

16 de agosto de 2022

Novo decreto do IPI poderá tirar R$ 8 bilhões/ano do Amazonas

Informações de bastidores dão conta de que novo decreto será publicado nesta semana, preservando 95% de itens da ZFM. Mas os 5% restantes podem representar R$ 8 bi em perdas.

16 de agosto de 2022

Prefeitura de Manaus publica resultado final do concurso da Semsa

Prefeitura divulgou resultado final do concurso que ainda precisa ser homologado, mas já pode ser consultado nos sites da Semsa e FGV.

15 de agosto de 2022

Lei prevê ressarcir clientes por queda no sinal de TV paga e internet

Segundo a Lei sancionada pelo Governo do Amazonas, cliente com interrupção do sinal de TV e internet tem direito à compensação por abatimento ou ressarcimento.

15 de agosto de 2022

Afeam encerra nesta terça inscrição para concurso com salário de até R$ 6 mil

Concurso público da Afeam recebe inscrições até às 22h desta terça, para candidatos de nível Superior em diversas áreas e com salários que chegam a R$ 6,5 mil.

15 de agosto de 2022