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terça, 24 de maio de 2022

Consumo de gás natural cresce 28,8% no Brasil em 2021

Demanda termelétrica puxou o consumo de gás natural, com 51,7% de alta; todos os segmentos cresceram, com destaque para industrial, automotivo e comercial – na casa dos 15%

2 de março de 2022

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Na comparação trimestral, o destaque foi o crescimento do consumo de GNV (Foto: Reprodução)

O consumo total de gás natural no Brasil alcançou 76 milhões de metros cúbicos/dia na média acumulada do ano de 2021, o que representa um crescimento de 28% na comparação com a média acumulada de 2020, quando foram consumidos 59 milhões de metros cúbicos/dia. Os dados fazem parte de levantamento estatístico mensal da Abegás com distribuidoras de todo o País.

No ano de 2021, o maior destaque foi o despacho termelétrico, totalizando exatos 33,9 milhões de metros cúbicos/dia na média acumulada, ante uma demanda de 22,4 milhões de metros cúbicos/dia, em média, ao longo de 2020 – o crescimento foi de 51,7%.

Excetuando a geração elétrica, o segmento industrial mostrou sua força, com alta de 15%, saindo da média de 25,6 milhões de metros cúbicos/dia em 2020 para o total de 29,5 de metros cúbicos/dia na média do acumulado de 2021.

Todos os demais segmentos tiverammovimento ascedente – o ponto alto foi a recuperação do consumo de GNV (15,4%) e dosegmento comercial (15,5%). Já o consumo do segmento residencial avançou 2,7%.

“O ano de 2021 marcou uma firme retomada do consumo de gás natural depois do susto registrado em 2020, com o forte impacto da pandemia, principalmente nos meses iniciais. Em 2021, a indústria manteve a demanda, mesmo durante a segunda onda de Covid-19. Não por acaso, o desempenho do consumo industrial foi superior ao período pré-pandemia (27,9 milhões de metros cúbicos/dia na média do acumulado registrada em 2019). Nos demais segmentos, o avanço da vacinação foi determinante para a flexibilização das restrições, abrindo condições para a recuperação do segmento comercial e do consumo de GNV”, comenta o presidente executivo da Abegás, Augusto Salomon.

“O aumento do consumo termelétrico confirma a imensa importância do gás natural para a segurança energética do País em meio à maior crise hídrica em 91 anos. É preciso acelerar condições para que o Brasil tenha uma matriz energética mais equilibrada. A integração do gás natural com o setor elétrico é essencial para que os brasileiros possam ter acesso a uma energia firme e competitiva, dando retaguarda para a expansão das fontes renováveis intermitentes e contribuindo para recuperação dos reservatórios das hidrelétricas. Não podemos ter uma matriz tão dependente do clima”, acrescenta Salomon.

De acordo com Salomon, o conflito no leste europeu pode ter impacto no custo do gás natural no mercado internacional, e esse preocupante contexto deve servir de alerta para que o País reduza sua exposição à importação de GNL.

“O Brasil tem imensas reservas de gás natural no Pré-Sal, mas vem devolvendo praticamente metade do que produz – a reinjeção tem ultrapassado os 60 milhões de metros cúbicos diários, o que equivale ao dobro do consumo industrial brasileiro. O País não pode ficar a mercê. Precisa urgentemente de políticas públicas que estimulem os investimentos em infrastrututura essencial: rotas de escoamento, unidades de processamento, gasodutos de transporte e termelétricas inflexíveis na base do sistema elétrico”, diz o presidente executivo da Abegás.

Consumo de gás natural cresce na comparação trimestral

Na comparação trimestral, o destaque foi o crescimento do consumo de GNV. No quarto trimestre de 2021, a alta foi de 8% ante o mesmo período imediatamente anterior (terceiro trimestre de 2021) e de 10,9% em relação ao quarto trimestre de 2020.

Em dezembro, o número de unidades consumidoras de gás natural alcançou a marca dos 4 milhões — número de medidores nas indústrias, comércios e residências e outros pontos de consumo. Hoje, a rede de distribuição espalhada por todo o País chega a 40 mil quilômetros, número duplicado em 11 anos em função dos investimentos das distribuidoras.

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