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domingo, 24 de outubro de 2021

Congestionamentos portuários na China põem PIM e comércio em risco

'Efeito dominó’, obstrução em portos no sul da China podem agravar a falta de componentes eletrônicos à indústria e gerar falta de navios e de contêineres para o comércio.

29 de junho de 2021

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Congestionamentos em portos na China podem afetar indústria e comércio. (Foto: Reprodução)

Congestionamentos em portos localizados no sul da China por conta de novo surto de Covid-19 podem agravar o desabastecimento de insumos às fabricantes do Polo Industrial de Manaus (PIM) e ainda, comprometer o transporte para o comércio, pondo em risco o abastecimento para o final de ano.

Conforme informações publicadas pelo Estadão, os congestionamentos nos portos de transportes de contêineres pioram à medida que as autoridades intensificam as medidas de restrição, desde o mês de maio.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Antonio Silva, afirma que caso a situação se prolongue, os impactos deverão ser sentidos a partir da segunda quinzena de julho.

“Os produtos têm um transit time (intervalo para ser entregue) de 45 a 60 dias da China até o PIM. O atraso nos preocupa sobejamente, uma vez que a China representa quase metade da origem de nossas importações”, disse Silva.

O presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco, também concorda que o desabastecimento poderá ser agravado e cita que trajetos são interrompidos em portos em todo o mundo em caso de contaminação pelo vírus.

“Estruturas portuárias em todo o mundo interrompem o trajeto de navios em caso de ocorrências de infecção pelo vírus e só liberam as cargas após a resolução do problema. É uma situação que enfrentamos há mais de um ano”, comentou.

Sem contêineres comércio está em risco

De acordo com o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Amazonas (Fecomércio-AM), Aderson Frota, a retenção de navios e contêineres na China consequentemente gera escassez de estruturas para o transporte das mercadorias que chegam por via fluvial ao Amazonas.

Sem navios e contêineres, o comércio local poderá sofrer novo desabastecimento, com reflexos para o final de ano.

“Poderemos enfrentar novo desabastecimento caso o problema na China se prolongue. Dependemos em grande escala de navios e contêineres para o transporte das cargas, que acontecem por meio da modalidade rodofluvial. Com a estrutura (navio/contêiner) retida por muito tempo ficamos impossibilitados de receber mercadorias no Amazonas”, analisou.

Texto: Priscila Caldas

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