quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Com gás de cozinha mais caro, restaurantes tendem a elevar preços

A botija de 13 quilos era comercializada em média por R$102. Após o reajuste, a vasilhame de gás pode ser encontrado por até R$125 em alguns estabelecimentos
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O preço da botija de 13 quilos do gás de cozinha saltou de R$102 para R$120, em média, na capital. O reajuste, de 16% foi anunciado pela Petrobras na quinta-feira (10) e começou a ser praticado pelos revendedores nesta sexta-feira (11). No setor de alimentação fora do lar, os reflexos do aumento deverão ser imediatos, segundo a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes – Seccional Amazonas (Abrasel-AM).

Pesquisa feita pela reportagem do RealTime1 em alguns pontos de revenda autorizada de botijas de gás verificou que até quinta-feira a botija de 13 quilos era comercializada em média por R$102. Após o reajuste, a vasilhame de gás pode ser encontrado por até R$125 em alguns estabelecimentos, em Manaus.

Conforme a distribuidora de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), Fogás, a empresa fez o repasse de 12,4% para a rede de revendas autorizadas, a partir desta quinta.

“O repasse para a rede incluiu o aumento da Petrobrás, o seu reflexo sobre o ICMS e também, a elevação dos custos com transporte e distribuição decorrentes do aumento do preço do óleo diesel. Os preços de GLP ao consumidor final são livres no Brasil e cada revenda determina seus preços dentro de um ambiente competitivo levando em conta as suas despesas operacionais”, informou a assessoria da Fogás.

A reportagem tentou contato com a distribuidora Amazongás, mas até o fechamento da edição não obteve retorno.

Reflexos nos preços nos restaurantes

De acordo com o presidente da Abrasel-AM, Rodrigo Zamperlini, o aumento no preço do gás de cozinha gera impactos em toda a cadeia de fornecimento e na produção dos estabelecimentos que utilizam o recurso natural. O empresário ressaltou que o percentual de reajuste nos preços dos alimentos ocorrerá conforme as características de cada negócio.

“O reajuste deverá acontecer de acordo com o repasse dos aumentos nos combustíveis e gás de cozinha e seguindo a proporção conforme as características de cada tipo de negócio da alimentação fora do lar. Difícil prever a média de aumento porque os negócios têm características distintas, mas é certo que todos serão impactados”, comentou.

“Aumentar preços, nessas condições, não é uma escolha, mas sim necessidade porque toda a cadeia de suprimentos é afetada. Não tem receita mágica para evitar ou amenizar isso”, completou o empresário.

Texto: Priscila Caldas

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