As altas seguidas no preço dos combustíveis reduzem cada vez mais a margem de lucro de quem trabalha no setor de transportes de passageiros. No segmento de transporte por aplicativo, a cada mês, cerca de 70 a 100 motoristas deixam a profissão e migram para outra atividade econômica em busca de renda. Na mesma esteira, taxistas sentem os reflexos e afirmam que já recorreram à Prefeitura para solicitar recomposição da bandeira tarifária.
Nesta sexta-feira (11), o preço do litro da gasolina pode ser encontrado por preços entre R$7 e R$7,59, conforme verificado pela reportagem.
Segundo o presidente da Associação dos Motoristas e Entregadores por Aplicativo do Estado do Amazonas, Alexandre Matias, mensalmente entre 70 e 100 motoristas por aplicativo deixam a atividade e migram para outro ramo de atuação. A desistência, segundo ele, é por conta dos menores ganhos, decorrentes do aumento no preço dos combustíveis e maior desconto por parte das empresas detentoras do sistema de transporte.
Matias informa que a categoria realizará uma manifestação na próxima segunda-feira (14), em frente à sede da Prefeitura para pedir subsídios à atuação da categoria. Entre os pleitos, os motoristas solicitam a inclusão da categoria para operação por meio do aplicativo Use Taxi, plataforma moderada pelo município e que desconta apenas 5% do valor da corrida para a gestão municipal.
“O preço dos combustíveis aumenta e torna muitas viagens desvantajosas para os motoristas. As plataformas de aplicativo cobram 35% e 55% do valor total da viagem e torna a atividade quase inviável. Vamos até à Prefeitura solicitar ajuda por meio da inclusão na plataforma Use Taxi e também pedir que o município legalize, controle a mobilidade urbana por meio do transporte por aplicativo. Incentivo à instalação do Gás Natural Veicular também estará na pauta”, adiantou.
Taxistas querem reajuste de bandeira tarifária
O presidente do Sindicato dos Condutores Autônomos e Taxistas de Manaus (Sintax-AM), José Carlos Sousa, comentou que apesar da demanda crescente, os taxistas sentem os impactos do aumento no preço da gasolina a cada dia ao registrarem redução na margem de lucro. Ele afirma que a situação é agravada pela falta de reajuste das bandeiras tarifárias, estabelecidas pelo município.
“Não há reajuste para a categoria desde 2015 e com os preços atuais está ficando insustentável. Estamos pleiteando a recomposição tarifária e a prefeitura está estudando a situação. O sindicato conta com mais de quatro mil permissionários, mas desse total, cerca de 2,5 mil a 3 mil estão em atividade”, informou.
Texto: Priscila Caldas
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