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terça, 25 de janeiro de 2022

Bioeconomia: a solução dos problemas industriais está na Amazônia

Recursos naturais disponibilizados pelo bioma Amazônia possibilitam a descentralização produtiva do PIM e o alavanque da bioeconomia. Mas, faltam investimentos.

15 de julho de 2021

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Recursos naturais podem potencializar indústrias. (Foto: Reprodução/Instagram-simbiozeamazonica)

Apesar de operar em área que integra o bioma Amazônia e ser favorecida pela maior floresta tropical do mundo, a indústria no Amazonas ainda utiliza os recursos naturais em parcela mínima frente às potencialidades da região. Com menor representatividade na economia do estado, a bioeconomia enfrenta entraves para alcançar o desenvolvimento com o uso de tecnologia e agregação de valor às matérias-primas.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Antonio Silva, comenta que apesar de o Polo Industrial de Manaus (PIM) concentrar indústrias do segmento químico, a utilização de recursos naturais pelo setor produtivo ainda é mínima, em relação ao potencial da região.

Silva destaca que a biodiversidade aliada à tecnologia pode gerar maiores resultados à indústria, ao meio ambiente, e consequentemente à economia. Somente em 2020 as empresas do setor investiram US$ 754 milhões no PIM e faturaram próximo a US$ 2 bilhões.

O segmento químico produz fármacos, medicamentos, corante natural, extratos aromáticos e vegetais, misturas de substâncias odoríferas, gases e afins.

“Temos base para a estruturação de uma ampla frente de desenvolvimento regional com foco em nosso bioma, mas, hoje ainda é pouco explorado mesmo pelo segmento que seria o principal beneficiado”, disse Silva.

Para o presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco, os entraves ao desenvolvimento da bioeconomia, no estado, esbarram em ‘falta de vontade’ política. O empresário salienta que a aposta no beneficiamento de matérias-primas de forma sustentável pode resultar em soluções econômicas ao país.

“Falta vontade política. Existem algumas barreiras pseudo ambientais, que dificultam em demasia a prospecção das potencialidades e isso precisa ser enfrentado para o bem do estado e do país. Boa parte das soluções dos problemas atuais e futuros do país estão aqui na região”, considerou.

Tecnologia é essencial à bioeconomia

De acordo com o gestor do Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA), Fábio Calderaro, a tecnologia é essencial para a criação de produtos a partir de recursos naturais e para a descentralização de cadeias produtivas, atualmente concentradas na capital. Calderaro citou a indústria como o ‘motor’ para o desenvolvimento da bioeconomia.

“A bioeconomia que vai nos diferenciar, transformar nossa vantagem comparativa em vantagem competitiva, é a bioeconomia da inovação, a biotecnologia. Bioeconomia é incorporar aos processos e aos produtos da floresta inovação e valor adicionado como política industrial. Precisamos induzir fatores diferenciais usando nossas vantagens comparativas”.

Governo diz que é preciso investimento

Segundo o titular da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti), Jório Veiga, é necessário investimento proveniente de todas as esferas para que a bioeconomia gere resultados expressivos.

“A bioeconomia só se tornará, de fato, uma alternativa econômica de geração de emprego e renda para a região e com impacto no Produtos Interno Bruto (PIB), quando obtivermos investimentos de porte. Os investimentos devem acontecer não apenas do setor público, mas sim, de todas as áreas. Não são as pequenas ações e mercados locais que irão destravar o potencial da bioeconomia que temos no Amazonas, mas o acesso a mercados maiores, até globais, com qualidade e uso de CT&I”. 

Texto: Priscila Caldas

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