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sexta, 27 de maio de 2022

Após redução do IPI, indústria tem pior resultado na geração de empregos

A indústria foi o setor que mais fechou postos de trabalho em março no Amazonas - fato que não acontecia desde maio de 2020, período das maiores restrições da pandemia.

29 de abril de 2022

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Dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) (Foto: Reprodução)

Depois de fechar fevereiro com saldo positivo na geração de empregos, a indústria do Amazonas registrou em março a perda de 229 postos formais de trabalho. De acordo com os números do Cadastro Nacional de Empregados e Desempregados (Novo Caged) do Ministério do Trabalho, divulgados nesta quinta-feira (28), registrados após a publicação do decreto presidencial que reduziu o IPI, a indústria foi o setor que mais fechou postos de trabalho em março no Amazonas – fato que não acontecia desde maio de 2020, período das maiores restrições da pandemia de Covid-19.

Segundo os dados do Ministério, o setor industrial amazonense fechou o mês passado com a admissão formal de 3.049 trabalhadores e 3.278 desligamentos, o que deixa saldo negativo de 229 vagas de empregos fechadas na indústria.

Somado ao resultado negativo de janeiro, quando a indústria local fechou 200 postos de trabalho, o desempenho de março anula os ganhos empregatícios de fevereiro, quando o segmento abriu 427 novas vagas.

Com isso, o saldo de empregos da indústria do primeiro trimestre de 2022 ficou praticamente zerado. Entre janeiro e março deste ano, foram abertos 9.524 novos empregos formais no setor, contra 9.526 demissões – um saldo negativo de dois postos fechados.

Agropecuária também teve queda

Além da indústria, o setor agropecuário do Amazonas também fechou o mês de março com quedas na geração de empregos, tanto no resultado mensal como no acumulado do primeiro trimestre.

Pelos números do Caged, no mês passado ocorreram 102 contratações com carteira assinada e 189 demissões na agropecuária amazonense, desempenho que representa saldo de 87 postos fechados.

Já no acumulado de janeiro a março, o saldo foi de 331 vagas perdidas (324 admissões e 655 demissões)

Serviços abre mais vagas

Por outro lado, o setor de serviços foi o que mais contribuiu com a geração de novos postos de empregos no Amazonas nos dois cenários avaliados.

Levando em consideração apenas o mês de março, o segmento contribuiu com a abertura de 1.447 postos, com 9.072 admissões e 7.625 demissões; enquanto no acumulado do primeiro trimestre foram anotadas 27.651 admissões formais, 22.770 desligamentos e saldo positivo de 4.881 novos empregos.

Construção civil e comércio

A construção civil e o comércio também tiveram ganhos com a abertura de empregos.

No resultado mensal, o setor da construção civil obteve saldo de 115 vagas abertas (1.317 admissões e 1.202 demissões). No acumulado de janeiro a março, o incremento foi de 712 postos (4.630 admissões e 3.918 demissões)

Já o setor varejista contribuiu com a abertura de 409 novas vagas em março (4.509 admissões e 4.100 demissões); enquanto no resultado acumulado foram 167 empregos formais gerados (13.699 admissões e 13.532 demissões).

Resultado geral

No fechamento total do mês de março, o Amazonas apresentou saldo positivo de 1.655 novas vagas formais de trabalho abertas, como resultado dos 18.049 trabalhadores admitidos, contra 16.394 demissões formais.

No resultado acumulado, o Estado aparece com 55.828 admissões em carteira e 50.401 desligamentos, o que deixa um saldo positivo de 5.427 postos criados em três meses.

Texto: Lucas Raposo

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