quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Amazonas precisa qualificar 114 mil trabalhadores da indústria até 2025

A Fieam levantou a demanda de profissionais da indústria a serem qualificados até 2025 no Amazonas para atender às novas demandas do setor na Zona Franca de Manaus.
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O mercado de trabalho passa por uma transformação com novas tecnologias (Foto: Divulgação/Fieam)
O mercado de trabalho passa por uma transformação com novas tecnologias (Foto: Divulgação/Fieam)

Até 2025, o Amazonas precisará qualificar 114 mil pessoas em ocupações industriais, sendo 19,3 mil em formação inicial – para repor inativos e preencher novas vagas – e mais de 94 mil em formação continuada, para trabalhadores que devem se atualizar.  O número é praticamente o total de empregos diretos gerados nas fábricas da Zona Franca de Manaus (ZFM) da ordem de 100 mil postos.

De acordo com o presidente da Federação das Indústrias do Amazonas (Fieam), Antonio Silva, os dados fazem parte do Mapa do Trabalho Industrial 2022-2025, estudo realizado pelo Observatório Nacional da Indústria.

As ocupações industriais são aquelas que requerem conhecimentos tipicamente relacionados à produção industrial, mas estão presentes também em outros setores da economia. O presidente também cita que o mercado de trabalho passa por uma transformação, ocasionada principalmente pelo uso de novas tecnologias e mudanças na cadeia produtiva.

“Cada vez mais, o Brasil precisará investir em aperfeiçoamento e requalificação para que os profissionais estejam atualizados”, diz Antônio Silva.

Segundo os dados mais recentes dos Indicadores de Desempenho do Polo Industrial de Manaus, divulgados pela Suframa e referentes ao primeiro bimestre deste ano, as indústrias incentivadas do Amazonas empregavam, até fevereiro, um total de 103.979 trabalhadores.

Em todo o País, a demanda é de 9,6 milhões de trabalhadores qualificados. O Mapa do Trabalho Industrial 2022-2025 visa identificar demandas futuras por mão de obra e orientar a formação profissional de base industrial no Brasil.

Em volume, ainda prevalecem as ocupações de nível de qualificação, que respondem por 74% do emprego industrial no Brasil hoje. Contudo, chama atenção o crescimento das ocupações de nível técnico e superior, que deve seguir como uma tendência. Isso ocorre por conta das mudanças organizacionais e tecnológicas, que fazem com que as empresas busquem profissionais de maior nível de formação, que saibam executar tarefas e resolver problemas mais complexos.

Com informações da Assessoria

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