quarta-feira, 23 de setembro de 2026

AM tem um dos menores índices de renda per capita do país

No estado, rendimento médio mensal domiciliar por pessoa passou de R$ 874, em 2021, para R$ 947, em 2022.
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Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados hoje (11), 50,9% da população amazonense, cerca de 2 milhões e 120 mil pessoas, possuía alguma renda, números superiores aos registrados nos anos de 2020 e de 2021, ainda assim, é o menor percentual do país.

O levantamento foi realizado através da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua: Rendimento de todas as fontes 2022.

Conforme os dados, no Amazonas, o rendimento médio mensal domiciliar por pessoa passou de R$ 874, em 2021, para R$ 947, em 2022 (a preços médios do último ano).

Contudo, o rendimento médio mensal domiciliar por pessoa no estado é um dos mais baixos entre as unidades da federação, seguido pelos índices do Acre (52,4%) e Amapá (53,3%).

A pesquisa aponta ainda que as regiões Norte e Nordeste foram as que apresentaram os menores valores (R$ 940 e R$ 929, respectivamente), já as regiões Sul e Sudeste se mantiveram com os maiores rendimentos (R$ 1.814 e R$ 1.804, respectivamente).

Em 2022, no Amazonas, o contingente de pessoas que possuíam rendimento da categoria “habitualmente recebido em todos os trabalhos” correspondia a 36,9% da população residente (1,5 milhão), acima de 36,4% (1,49 milhão) em 2021. Por outro lado, 19,4% dos residentes (807 mil) possuíam algum rendimento proveniente de outras fontes em 2022, enquanto, em 2021, essa estimativa era de 17,7% (726 mil pessoas).

Dentre os componentes dos rendimentos de outras fontes, a categoria “outros rendimentos” manteve a principal estimativa, no Amazonas: 11,5% (478 mil pessoas) da população residente recebia este rendimento em 2022; seguida por aposentadoria e pensão: 6,8% (283 mil pessoas).

Com percentuais bem menores, seguiam as categorias de pensão alimentícia, doação e mesada de não morador (1,2%) e aluguel e arrendamento (0,6%). 

O rendimento proveniente de outras fontes é composto pelo rendimento de programas sociais do governo; aposentadoria ou pensão; aluguel e arrendamento; seguro-desemprego ou seguro-defeso; pensão alimentícia, e outros rendimentos.

Os resultados mostraram que, nas Regiões Norte e Nordeste, os percentuais de pessoas que recebiam outros rendimentos (11,6% e 14,3%, respectivamente) se destacavam dentre aqueles observados nas demais Regiões.

Programas sociais do governo

Devido à pandemia de Covid-19, em 2020, foi criado o Auxílio emergencial, destinado aos trabalhadores informais, microempreendedores individuais (MEI), autônomos e desempregados.

Esse benefício entrou na categoria de “outros programas sociais”, estando presente em 18,0% (202 mil) dos domicílios do Amazonas em 2021, após totalizar 36,1% (395 mil) dos domicílios em 2020, redução que pode ser explicada por mudanças na concessão do auxílio.

Em 2021, o Auxílio emergencial foi interrompido, e o Bolsa Família foi substituído pelo Auxílio Brasil.

A pesquisa mostra uma redução brusca na proporção de domicílios com algum beneficiário do indicador “outros programas sociais” (de 18,0% para 8,1%), no Amazonas.

No entanto, também houve aumento da proporção de domicílios com algum beneficiário do Auxílio Brasil/Bolsa Família (de 17,4% para 32,3%).

Além disso, a proporção de domicílios que recebiam Benefício da Prestação Continuada (BPC-LOAS) aumentou de 4,4% para 5,2%, no período, no Estado.

Dessa forma, no Amazonas, 46,9% ou 513 mil domicílios, do total de 1 milhão e 94 mil estimados para o Estado, tinham rendimento vindo de algum programa social.

Os dados indicam ainda que o Norte e Nordeste continuaram com as maiores proporções de beneficiários de programas sociais em 2022: respectivamente, 29,1% e 33,8%, recebiam rendimento do Auxílio Brasil; 5,5% e 5,3%, recebiam rendimento do BPC-LOAS; e 2,9% e 2,1%, recebiam rendimento de outros programas sociais.

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