O mercado aquecido levou a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo) a revisar as projeções de produção para 2021. A meta, até dezembro, é fabricar 1.220.000 motocicletas, volume 26,8% superior ao número produzido no último ano (961.986).
A primeira projeção estimada pela associação era a produção de 1.060.000 motocicletas. Mas, a demanda crescente e o consequente impulso na atividade fabril motivaram a revisão dos números.
Os dados foram apresentados durante coletiva de imprensa, virtual, realizada pela Abraciclo, ocasião em que o presidente da associação, Marcos Fermanian, informou que com a nova previsão, o setor deverá ficar próximo ao patamar de 2015, quando foram fabricadas 1.262.708 motocicletas.
“Ainda estamos bem distantes do recorde de 2011, que teve mais de dois milhões de unidades produzidas, mas o importante é que a indústria está consolidando sua recuperação e os sinais indicam o início de um novo ciclo de expansão”, disse.
Segundo o presidente, uma série de fatores contribuiu para a revisão dos números. Ele destacou a aceleração na produção, após o pico da pandemia em Manaus e a demanda crescente.
“Depois de enfrentar um primeiro bimestre complicado devido à segunda onda do coronavírus que atingiu a cidade de Manaus, as unidades fabris registram uma curva de aceleração das produções e cumprem o seu planejamento”, informou.
“Aliado a isso, temos um mercado bastante aquecido, pois a motocicleta hoje é instrumento de trabalho e opção de deslocamento seguro para evitar a aglomeração do transporte público”, completou.
Projeções de vendas e exportações
Nas vendas, a Abraciclo prevê comercialização de 1.140.000 motos, o que representa crescimento de 24,6% em relação ao volume vendido em 2020 (915.157).
Nas exportações, a perspectiva é de que sejam embarcadas 51.000 motocicletas, volume 51,1% superior ao registrado no ano passado (33.750).
Texto: Priscila Caldas
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