quarta-feira, 17 de julho de 2024

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8ª PESQUISA SUSPENSA

Duas pesquisas do Ipen para prefeito de Manaus são suspensas pela Justiça Eleitoral

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Para garantir a veracidade dos dados, Justiça Eleitoral suspende pesquisas em diversas cidades brasileiras

O juiz Rafael Rodrigo da Silva Raposo, da 6ª Zona Eleitoral de Manaus, acatou a ação solicitada pela Executiva Municipal do Partido Liberal (PL) e decidiu, nesta segunda-feira (08/06), pela suspensão das duas primeiras pesquisas divulgadas este ano pelo Instituto de Pesquisa do Norte (Ipen).

A divulgação das duas pesquisas está proibida sob pena de multa diária de R$ 5.000,00. Após notificada, a empresa terá o prazo de dois dias para contestação.

A primeira pesquisa foi paga com recursos da própria empresa e, a segunda, pela empresa P&J Comunicação e Marketing.

Agora já são oito as pesquisas eleitorais suspensas pela Justiça Eleitoral e que divulgaram intenção de votos para prefeito de Manaus este ano: Innquest, a 1ª pesquisa Pontual, Listening, a 1ª pesquisa Direto ao Ponto; a pesquisa AtlasIntel e a 1ª pesquisa Eficaz.

Sobre a impugnação das pesquisas do Ipen

Tanto a primeira pesquisa (AM-01476/2024), registrada no dia 24 de março deste ano, quanto a segunda pesquisa (AM-06369/2024), foram impugnadas sob alegação de “apresentação de relatório com dados metodológicos incompletos, utilização de relatório com base de dados desatualizada, erros amostrais e viés de cobertura, dados de ponderação inadequados, bem como a ausência de fornecimento do Demonstrativo do Resultado do Exercício (DRE) do ano anterior ao da realização das eleições pela empresa.”

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Em sua decisão, o juiz entendeu “haver perigo de dano, uma vez que, verificadas as incongruências nas informações prestadas e em razão do risco ao resultado das eleições municipais na cidade de Manaus, poderá haver influência na opinião ou escolha dos candidatos pelos eleitores.”

Sobre as inconsistências das pesquisas Ipen

Foram verificadas inconsistências em pontos apresentados, como o descumprimento de itens obrigatórios para a validade da pesquisa eleitoral, tais como a ausência de ponderação quanto ao nível econômico dos entrevistados, em desacordo com o disposto no § 7º, Inciso IV, do art. 2º da Resolução TSE nº 23.600/2019, bem como a ausência de DRE do ano anterior ao da realização das eleições.

Para sua decisão, o juiz considerou os elementos e dados encaminhados pelo PL, “que indicam supostas irregularidades e inconsistências referentes à própria realização e tratamento dos dados da pesquisa eleitoral capazes de comprometer a autenticidade dos resultados”.

Em sua decisão o juiz indicou que, embora já tenha identificado indícios de irregularidades e inconsistências nas pesquisas eleitorais, uma análise completa e definitiva (cognição exauriente) será realizada posteriormente, quando o mérito do caso for julgado.

Confirma a ação movida pelo Partido Liberal contra a 1ª pesquisa Ipen:

Confira a decisão da Justiça Eleitoral sobre a impunação da 1ª pesquisa Ipen:

Confirma a ação movida pelo Partido Liberal contra a 2ª pesquisa Ipen:

Confira a decisão da Justiça Eleitoral sobre a impunação da 2ª pesquisa Ipen:


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